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A Guerra do Iraque, também referida como Ocupação do Iraque[31] ou Segunda Guerra do Golfo,[32] ou Terceira Guerra do Golfo 🌟 ou ainda como Operação Liberdade do Iraque (em inglês: Operation Iraqi Freedom),[33] foi um conflito que começou no dia 20 🌟 de Março de 2003 com a invasão do Iraque, por uma coalizão militar multinacional liderada pelos Estados Unidos.

Esta fase do 🌟 conflito foi encerrada no dia 18 de dezembro de 2011 com a retirada das tropas americanas do território iraquiano após 🌟 oito anos de ocupação.

[34] O conflito aconteceu no contexto da Guerra ao Terror, lançada pelo presidente americano George W.

Bush após 🌟 os atentados de 11 de setembro de 2001.

A invasão começou em 20 de março de 2003,[35] com os Estados Unidos, 🌟 o Reino Unido e um punhado de nações aliadas, lançando uma pesada campanha de bombardeamento aéreo ("Choque e pavor") contra 🌟 as principais cidades do Iraque, principalmente Bagdá.

O exército iraquiano foi rapidamente sobrepujado pela Coalizão ocidental (encabeçada pelo exército americano), que 🌟 em menos de um mês conseguiu tomar conta do país.

A invasão aliada levou ao colapso do governo Baathista; o presidente 🌟 iraquiano, Saddam Hussein, foi capturado na Operação Red Dawn em dezembro de 2003 e três anos mais tarde foi julgado 🌟 e depois executado na forca.

Contudo, o vácuo de poder após a queda do ditador e a ineficiência da ocupação estrangeira 🌟 levou a uma onda de violência sectária e religiosa, principalmente amparada na rivalidade entre xiitas e sunitas, que mergulhou o 🌟 país numa sangrenta guerra civil.

Militantes islamitas estrangeiros começaram a chegar em peso no Iraque para lutar contra as tropas de 🌟 ocupação ocidental e contra o novo governo secular iraquiano.

Grupos como a Al-Qaeda se fortaleceram na região e utilizaram o território 🌟 iraquiano para expandir suas atividades.

Frente ao aumento da intensidade do conflito em uma sangrenta luta de guerrilha, vários países começaram 🌟 a abandonar a Coalizão e retiraram suas tropas do Iraque.

Os Estados Unidos foi pelo caminho oposto, aumentando consideravelmente casa de aposta estrela bet presença 🌟 militar no país em 2007 e, logo em seguida, a insurgência iraquiana começou a perder força.

A partir de 2009, os 🌟 americanos começaram o processo de desmobilizar suas tropas do Iraque, até que a retirada foi completada em dezembro de 2011.[36][37][38][39]

O 🌟 Governo Bush baseou casa de aposta estrela bet racionalidade para lançar a guerra na ideia de que o Iraque, visto pelo Ocidente como um 🌟 "Estado vilão" desde a Guerra do Golfo, possuía armas de destruição em massa (WMDs, na sigla em inglês) e que 🌟 o regime de Saddam Hussein representava uma ameaça grave para os Estados Unidos e seus aliados.

[40][41] Oficiais e autoridades do 🌟 governo americano também acusaram Saddam de dar abrigo e apoio a terroristas da al-Qaeda,[42] enquanto outros argumentavam sobre o valor 🌟 moral de derrubar uma ditadura e levar democracia ao povo iraquiano.

[43][44] Após a invasão, contudo, nenhuma evidência substancial foi encontrada 🌟 para apoiar as acusações de que o Iraque possuía armas de destruição em massa, enquanto a hipótese de que Saddam 🌟 tinha laços com a al-Qaeda se provou falsa.

A racionalidade que levou os Estados Unidos à guerra foi duramente criticada, tanto 🌟 pela população americana quanto pelo mundo afora.

Uma das consequências internas foi o declínio considerável da popularidade de George Bush, que 🌟 se tornaria um dos presidentes mais impopulares da história americana, com a esmagadora da maioria da população dos Estados Unidos 🌟 acreditando, no final da década de 2000, que invadir o Iraque foi um erro.[45]

Enquanto isso, no Iraque, foi realizado em 🌟 2005 eleições multi-partidárias legitimamente democráticas, sendo a primeira em décadas.

Nouri al-Maliki se tornou primeiro-ministro do país em 2006 e só 🌟 deixou o cargo em 2014.

O governo de al-Maliki foi, ao longo do tempo, adotando políticas que favoreciam os xiitas e 🌟 assim alienou a minoria sunita da nação, o que fez ressurgir as tensões sectárias no começo da década de 2010.

Se 🌟 aproveitando disso, em 2014, o grupo terrorista auto-proclamado Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL, na sigla em inglês) 🌟 lançou uma série de ofensivas militares nas províncias de Ninawa, Saladino e Ambar, e dominaram boa parte do norte do 🌟 Iraque, proclamando um Califado na região, provocando uma nova resposta militar dos Estados Unidos e das nações ocidentais.[46]

As estimativas do 🌟 total de pessoas mortas na guerra (de 2003 a 2011) divergem de fonte para fonte, com os números variando de 🌟 100 000 a até mais de 600 000 fatalidades.

[47] Um estudo de 2019 feito pelo Exército dos Estados Unidos, afirmou 🌟 que o Irã emergiu como "o único vitorioso" da guerra, pois conseguiu expandir casa de aposta estrela bet influência e poder pela região de 🌟 forma considerável.[48]

1991-2003: Os inspetores da ONU e as zonas de voo interditadas [ editar | editar código-fonte ]

Inspetores de armas 🌟 da ONU no Iraque, 2002

Após a Guerra do Golfo de 1991, a resolução nº 687 do Conselho de Segurança das 🌟 Nações Unidas ordenou que os programas químicos, biológicos, nucleares e de mísseis de longo alcance do Iraque fossem encerrados e 🌟 que todas estas armas fossem destruídas sob supervisão de uma Comissão Especial das Nações Unidas.

Inspectores das Nações Unidas no Iraque 🌟 deveriam verificar a destruição de grandes quantidades de armas de destruição maciça, mas, em razão da falta de cooperação do 🌟 governo iraquiano, estes abandonaram o Iraque em 1998, e muitos problemas ficaram por resolver.

Além das inspeções, os Estados Unidos e 🌟 o Reino Unido (juntamente com a França até 1998) envolveram-se num conflito "frio" com o Iraque para obrigá-lo a respeitar 🌟 as zonas de voo interdito norte e sul.

Estas zonas foram criadas após a Guerra Irão-Iraque para proteger o Curdistão iraquiano, 🌟 no norte, e as zonas xiitas meridionais.

A interdição foi vista pelo governo iraquiano como uma violação da soberania iraquiana.

Baterias antiaéreas 🌟 iraquianas e patrulhas aéreas americanas e britânicas trocavam fogo regularmente durante este período.

Aproximadamente nove meses depois dos ataques de 11 🌟 de Setembro de 2001, os Estados Unidos iniciaram a chamada Operação Foco a Sul, alterando a casa de aposta estrela bet resposta estratégica, aumentando 🌟 o número de missões e seleccionando os alvos através das zonas de voo proibidas, com o objetivo de destruir a 🌟 estrutura de comando do Iraque.

O peso das bombas largadas aumentou de zero em Março de 2002 e de 0,3 toneladas 🌟 em Abril do mesmo ano para 8 a 14 toneladas por mês de Maio a Agosto, atingindo um pico de 🌟 54,6 toneladas em Setembro.

2001-2003: Crise do desarmamento iraquiano e acções dos serviços secretos antes da guerra [ editar | editar 🌟 código-fonte ]

A justificação original para a guerra do Iraque era o programa de desenvolvimento de armas de destruição maciça pelo 🌟 Iraque e a alegada colaboração de Saddam Hussein com a Al-Qaeda.

No entanto, as informações em que se basearam estas duas 🌟 justificações foram criticadas e largamente desacreditadas após a invasão, sendo que a administração Bush foi acusada de falsear informações dos 🌟 serviços secretos.

A questão do desarmamento iraquiano chegou a um ponto de crise quando o presidente norte-americano, George W.

Bush, exigiu o 🌟 fim da produção de armas de destruição em massa por parte do Iraque e o respeito total das resoluções da 🌟 ONU, que requeriam o acesso sem limites dos inspectores de armamento da ONU a instalações suspeitas de produzirem essas armas.

Desde 🌟 a Guerra do Golfo, a ONU tinha proibido o Iraque de desenvolver e possuir tais armas e exigira que o 🌟 cumprimento dessa resolução fosse confirmado através de inspecções.

Ao longo de 2002, Bush apoiou as exigências de inspecção ilimitada e de 🌟 desarmamento com a ameaça de uso da força.

Após a resolução 1 441 do Conselho de Segurança da ONU,[49] que dava 🌟 ao Iraque uma oportunidade final para cumprir suas obrigações de desarmamento, o Iraque concordou em cooperar com novas inspecções.

[50] Durante 🌟 as inspecções, nenhuma arma de destruição maciça foi encontrada.

No entanto, o governo norte-americano continuou a manifestar cepticismo relativamente às declarações 🌟 iraquianas acerca do programa.

Nos estágios iniciais da Guerra ao Terrorismo, a CIA, sob a direcção de George Tenet, estava a 🌟 tornar-se a principal agência na guerra no Afeganistão.

Mas quando Tenet insistiu, em reuniões pessoais com o presidente Bush, que não 🌟 havia nenhuma ligação entre a Al-Qaeda e o Iraque, o vice-presidente Dick Cheney e o secretário da defesa Donald Rumsfeld 🌟 iniciaram um programa secreto para reavaliar as informações existentes e marginalizar Tenet e a CIA .

As informações questionáveis adquiridas por 🌟 este programa secreto foi enviada ao vice-presidente e apresentada ao público.

No caso, o departamento de Cheney deixava "escapar" informações para 🌟 os jornalistas, a qual seria apoiada por meios de comunicação como o The New York Times.

Cheney aparecia então em programas 🌟 televisivos de fim de semana para discutir essas informações, referenciando o "The New York Times" como fonte para dar credibilidade 🌟 a essa informação.[51]

As alegadas armas de destruição maciça [ editar | editar código-fonte ]

No fim de Fevereiro de 2003, a 🌟 CIA enviou o ex-embaixador Joseph C.

Wilson para investigar alegações duvidosas de que o Iraque tinha tentado comprar concentrados de urânio 🌟 ao Níger.

Wilson voltou e informou a CIA de que as vendas desses concentrados ao Iraque eram "inequivocamente errados".

No entanto, a 🌟 administração Bush continuou a mencionar as compras de concentrados como justificação para a acção militar, especialmente no discurso do Estado 🌟 da União de Janeiro de 2003, em que o presidente Bush repetiu a alegação, citando fontes dos serviços secretos britânicos.[52]

Como 🌟 resposta, Wilson escreveu uma coluna crítica no New York Times em Junho de 2003 explicando que a CIA tinha investigado 🌟 essas alegações e tinha concluído que eram falsas.

Pouco depois da coluna de Wilson ter sido editada, a identidade da casa de aposta estrela bet 🌟 esposa, Valerie Palmer, analista secreta da CIA, foi revelada numa coluna de Robert Novak.

Dado que é ilegal revelar a identidade 🌟 de um agente da CIA, a coluna de Novak deu origem a uma investigação do departamento de justiça acerca da 🌟 fonte da fuga de informação.

Lewis 'Scooter' Libby, o chefe de gabinete de Dick Cheney, foi condenado por perjúrio no Caso 🌟 Plame.

Descobriu-se que a fonte da fuga fora Richard Armitage.

Este nunca foi acusado judicialmente.

O Secretário de Estado americano, Colin Powell com 🌟 uma amostra de antrax durante uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

O governo Bush alegava que o Iraque 🌟 de Saddam tinha vários estoques deste componente químico, além de outros.

Um memorando do governo britânico foi publicado no The Sunday 🌟 Times a 1 de Maio de 2005.

Conhecido como o "Memorando de Downing Street" contém um resumo de uma reunião secreta 🌟 entre o governo trabalhista do Reino Unido, figuras da defesa e dos serviços secretos discutindo os passos que levariam à 🌟 guerra do Iraque-incluindo referências directas a procedimentos confidenciais americanos da altura.

O memorando referia que "Bush queria remover Saddam através de 🌟 uma acção armada, justificada pela conjunção de terrorismo e armas de destruição maciça.

Mas as informações dos serviços secretos e os 🌟 factos estavam a ser construídos à volta desta directiva", e não o contrário.[53]

De acordo com o jornalista Sidney Blumenthal, a 🌟 18 de Setembro de 2002, George Tenet informou George Bush que Saddam Hussein não tinha armas de destruição massiva.

Blumenthal diz 🌟 que Bush desvalorizou esta informação secreta do círculo próximo de Saddam, a qual fora aprovada por dois responsáveis superiores da 🌟 CIA, e que se acabou por revelar totalmente verdadeira.

Esta informação nunca foi partilhada com o Congresso nem mesmo com agentes 🌟 da CIA que examinavam se Saddam tinha ou não estas armas.[54]

Em Setembro de 2002, a administração Bush disse que as 🌟 tentativas do Iraque de adquirir milhares de tubos de alumínio de elevada força apontavam para um programa clandestino para enriquecer 🌟 urânio para fazer bombas nucleares.

Esta opinião foi apoiada pela CIA e DIA mas foi contestada pelo Departamento de Energia (DOE) 🌟 e pelo INR, o que era significativo uma vez que o DOE era o único departamento estatal americano com conhecimentos 🌟 em centrifugadoras de gás e programas de armas atómicas.

Autorização do uso da força [ editar | editar código-fonte ]

Em Outubro 🌟 de 2002, poucos dias antes da votação no senado norte-americano sobre a Resolução Conjunta para autorizar o uso das Forças 🌟 Armadas Norte-americanas contra o Iraque, foi dito a cerca de 75 senadores que Saddam Hussein tinha os meios de atacar 🌟 a costa oriental dos EUA com armas biológicas ou químicas através de aviões não pilotados.

Colin Powell sugeriu ainda na casa de aposta estrela bet 🌟 apresentação de informações ao Conselho de Segurança que estes estavam prontos a ser lançados contra os EUA.

Nessa altura havia uma 🌟 disputa vigorosa entre os serviços secretos sobre se as conclusões da CIA sobre os aviões não pilotados eram corretas.

A Força 🌟 Aérea dos Estados Unidos, a agência mais familiarizada com estes aparelhos, o Núcleo de Informações e Investigação do Departamento de 🌟 Estado e a Agência de Informações de Defesa negaram que o Iraque possuísse alguma capacidade ofensiva deste tipo, dizendo que 🌟 os poucos aviões não tripulados que o Iraque possuía estavam desenhados e destinavam-se apenas a vigilância.[55]

Manifestantes anti-guerra marchando em Londres, 🌟 2002

A maioria do Comité dos Serviços de Informações concordou neste último ponto.

De facto, a frota iraquiana de aviões não tripulados 🌟 nunca entrou em combate e consistia num punhado de equipamentos de treino de origem checa, dotados câmaras, mas sem capacidade 🌟 ofensiva.

[56] Apesar desta controvérsia, o senado votou a aprovar a Resolução Conjunta a 11 de Outubro de 2002, concedendo à 🌟 administração Bush as bases legais para a invasão.

No princípio de 2003, os Estados Unidos, o Reino Unido e a Espanha 🌟 propuseram a chamada "Resolução 18" para dar ao Iraque um prazo para cumprir as resoluções anteriores e que seria aplicada 🌟 pela ameaça de acção militar.

Esta resolução foi subsequentemente retirada por falta de apoio no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Em 🌟 particular a França e a Alemanha, membros da NATO,[57] e a Rússia, opunham-se a uma intervenção militar no Iraque devido 🌟 ao elevado risco para a segurança da comunidade internacional e defendiam o desarmamento através da diplomacia.

A 20 de Janeiro de 🌟 2003 o ministro dos negócios estrangeiros francês Dominique de Villepin declarou ".

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acreditamos que a intervenção militar seria a pior solução".[58]

Na 🌟 primeira semana de Março de 2003, o inspector de armas da ONU Hans Blix declarou que, relativamente ao Iraque, "Nenhuma 🌟 evidência das actividades referidas se encontraram até agora", dizendo que tinham sido feitos progressos nas inspecções e que estas continuariam.

[59] 🌟 Contudo, o governo norte-americano anunciou que a diplomacia tinha falhado e que iria intervir com uma coligação de países aliados 🌟 para eliminar as armas de destruição massiva do Iraque.

[60] O governo norte-americano aconselhou abruptamente os inspectores de armamento da ONU 🌟 a saírem imediatamente do Iraque.[61]

No dia 19 de março de 2003, teve início a invasão norte-americana do Iraque, com o 🌟 ataque aéreo a Bagdá.[62]

Oposição ao conflito [ editar | editar código-fonte ]

Entretanto, grupos antiguerra por todo o mundo organizaram protestos 🌟 públicos.

De acordo com o académico francês Dominique Reynié, entre 3 de Janeiro e 12 de Abril de 2003, 36 milhões 🌟 de pessoas em todo o mundo tomaram parte em quase 3 000 protestos contra a guerra do Iraque, sendo as 🌟 manifestações de 15 de fevereiro as maiores e mais activas.[63]

Houve também sérias questões legais que rodearam a condução da guerra 🌟 no Iraque, e a doutrina Bush da "guerra preventiva".

A 16 de setembro de 2004, Kofi Annan, Secretário Geral da ONU, 🌟 disse sobre a invasão: "Indiquei que não foi em conformidade com a Carta das Nações Unidas.

Do nosso ponto de vista, 🌟 do ponto de vista da Carta, [a invasão do Iraque] foi ilegal".[64]

Guerra do Iraque (situação em 2007).

Legenda: : * Principais 🌟 eixos de penetração (seta roxa) * Apoio aos eixos de penetração (seta lilás) * Linhas de comunicação (seta branca) * 🌟 Principais batalhas (espadas cruzadas) * Operação do SOCOM * Ofensiva da coalizão (batalhas) * Ataque de insurgentes (rifle) * Triângulo 🌟 Sunita (rosa) * Curdistão iraquiano (verde) * Território reivindicado pelo Curdistão (amarelo)

A invasão do Iraque em 2003, comandada pelo general 🌟 Tommy Franks, começou a 20 de Março, com o nome de código "Operation Iraqi Freedom" (Operação liberdade do Iraque) para 🌟 a ofensiva norte-americana.

O nome de código da ofensiva britânica foi Operação Telic.

As forças da coligação cooperaram com as forças curdas 🌟 peshmerga no norte.

Aproximadamente outras 40 nações, designadas "a coligação dos interessados" ("coalition of the willing"), participaram fornecendo equipamento, serviços e 🌟 segurança, tal como forças especiais.

As forças militares iniciais da coligação eram de cerca de 180 000, dos quais 98% eram 🌟 norte-americanos ou britânicos.[65]

O exército de Saddam foi rapidamente ultrapassado, apesar de a casa de aposta estrela bet tropa de paramilitares, os Fedayin de Saddam, 🌟 terem colocado uma resistência desafiadora.

A 9 de Abril Bagdá caiu em mãos das forças dos americanas.

A infantaria norte-americana cercou os 🌟 ministérios abandonados do partido Baath e derrubaram uma enorme estátua de ferro de Saddam Hussein, terminado o seu domínio de 🌟 24 anos no Iraque.

No entanto generalizaram-se pilhagens de instituições governamentais e uma grande desordem pouco tempo depois de as forças 🌟 de Saddam Hussein, incluindo os Fedayin, se desmembraram em grandes proporções na cidade.[66]

Em 13 de Abril, Ticrite, a cidade natal 🌟 de Saddam e a última cidade a ser tomada pela coligação, foi ocupada pelos fuzileiros da Task Force Tripoli.

Talvez para 🌟 a surpresa de muitos, a resistência foi pequena.

A 15 de Abril os membros da coligação declararam que a guerra estava 🌟 efectivamente terminada.

Estima-se que aproximadamente 9 200 combatentes iraquianos foram mortos nesta fase inicial da guerra.

Além destes, o projecto de contagem 🌟 de vítimas do Iraque (Iraq Body Count Project) incorporando relatórios subsequentes, declarou que no fim da fase de maiores combates, 🌟 até 30 de Abril, foram mortos 7 299 civis, fundamentalmente pelas forças aéreas e terrestres norte-americanas.[67]

De acordo com a CNN, 🌟 o governo norte-americano reportou que tinham morrido 139 militares americanos em combate até 1 de Maio.

[68] No mesmo período morreram 🌟 33 britânicos.[69]

A Autoridade Provisória da Coligação e o Grupo de Pesquisa do Iraque [ editar | editar código-fonte ]

Pouco depois 🌟 da invasão, a coligação multinacional criou a Autoridade Provisória da Coligação, سلطة الائتلاف الموحدة, baseada na Zona Verde, como governo 🌟 de transição do Iraque até ao estabelecimento de um novo governo.

Citando a resolução nº 1 483 (de 22 de maio 🌟 de 2003) do Conselho de Segurança da ONU e as leis da guerra, a APC revestiu-se de autoridade legislativa, executiva 🌟 e judicial desde 21 de abril de 2003 até à casa de aposta estrela bet dissolução a 28 de junho de 2004.

A APC foi 🌟 originalmente liderada por Jay Garner, antigo oficial norte-americano, mas a casa de aposta estrela bet indicação durou apenas um breve período.

Depois de Garner se 🌟 demitir, o presidente Bush indicou Paul Bremer como chefe da APC e este serviu no cargo até à dissolução da 🌟 Autoridade em julho de 2004.

Outro grupo criado na primavera de 2003 foi Grupo de Pesquisa do Iraque.

Este foi uma missão 🌟 de descoberta de factos enviada após a invasão pelas forças multinacionais para encontrar programas de armas de destruição massiva desenvolvidos 🌟 pelo Iraque.

Consistia numa equipe internacional de 1 400 membros organizado pelo Pentágono e pela CIA para procurar armazéns suspeitos de 🌟 armazenarem armas de destruição massiva, tal como agentes biológicos e químicos, e qualquer programa de investigação de apoio ou infraestruturas 🌟 que pudessem ser usadas para desenvolver armas de destruição massiva.

Em 2004, o relatório Duelfer do Grupo de Pesquisa do Iraque 🌟 concluiu que o Iraque não tinha nenhum programa de armas de destruição massiva viável.

Declaração do fim das operações principais [ 🌟 editar | editar código-fonte ]

O USS Abraham Lincoln voltando ao porto com a casa de aposta estrela bet bandeira de Missão Cumprida

Em 1 de 🌟 maio, o presidente Bush fez uma visita dramática ao porta-aviões USS Abraham Lincoln em serviço a algumas milhas a oeste 🌟 de San Diego, Califórnia no regresso de uma longa missão que incluíra serviço no Golfo Pérsico.

A visita teve o seu 🌟 clímax ao pôr do sol com o discurso bem conhecido de Bush da "Missão Cumprida".

Neste discurso transmitido para todos os 🌟 Estados Unidos e feito perante pilotos e marinheiros no convés do porta-aviões, Bush declarou efectivamente vitória devido à derrota das 🌟 forças convencionais iraquianas.

No entanto, Saddam Hussein continuava em paradeiro incerto e mantinham-se bolsas de resistência.

Depois do discurso do presidente, as 🌟 forças da coligação notaram um número gradualmente crescente de ataques às suas tropas em várias regiões, especialmente no "triângulo sunita".

[70] 🌟 No caos inicial após a queda do governo iraquiano, houve pilhagens maciças de edifícios do governo, residências oficiais, museus, bancos 🌟 e instalações militares.

De acordo com o Pentágono, 250 000 toneladas de material foram pilhadas, fornecendo uma fonte significativa de armamento 🌟 à insurgência iraquiana.

Os insurgentes foram ainda ajudados por centenas de esconderijos de armas criados antes da invasão pelo exército convencional 🌟 do Iraque e pela Guarda Republicana.18 de Maio de 2004.

O sargento Kevin Jessen verifica duas minas antitanque encontradas numa aldeia 🌟 perto de Ad-Dujayl, [ 71 ] no triângulo sunita

Inicialmente, a insurgência iraquiana (conhecida pela coligação como Forças Anti-Iraquianas) tinha como 🌟 origem os Fedayin e os leais ao partido Baath, mas em breve os religiosos radicais e iraquianos contrários à ocupação 🌟 contribuíram para a resistência à coligação.

As três províncias com o número mais elevado de ataques eram Bagdá, Ambar e Saladino.

Estas 🌟 províncias incluíam cerca de 35% da população; mas eram responsáveis por 73% das mortes de militares norte-americanos (até 5 de 🌟 Dezembro de 2006; em datas mais recentes o número aumentaria ainda mais para cerca de 80%).

[72] Os insurgentes usam tácticas 🌟 de guerrilha incluindo morteiros, mísseis, ataques suicidas, atiradores furtivos, dispositivos explosivos improvisados, carros bomba, armas de fogo ligeiras e lança 🌟 granadas, tal como sabotagem contra infraestruturas de água, petróleo e electricidade.

Os esforços da coligação do Iraque pós-invasão começaram após a 🌟 queda do regime de Saddam Hussein.

As nações da coligação, juntamente com as Nações Unidas, começaram a trabalhar para estabelecer um 🌟 estado estável, capaz de se defender,[73] manter-se coeso[74] diante dos ataques da guerrilha e as divisões internas.

Entretanto, as forças da 🌟 coligação lançaram várias operações à volta da península do rio Tigre e no triângulo sunita.

Até ao fim de 2003, a 🌟 intensidade e frequência dos ataques dos insurgentes começou a aumentar.

Um aumento significativo dos ataques de guerrilha levou a um esforço 🌟 da insurgência nomeada a Ofensiva do Ramadão, uma vez que coincidiu com o início do mês santo dos muçulmanos.

Para combater 🌟 esta ofensiva, as forças da coligação começaram a utilizar forças aéreas e artilharia de novo pela primeira vez após o 🌟 fim da invasão, atacando locais de emboscada suspeitos e posições de lançamento de morteiros.

A vigilância das principais rotas, patrulhas e 🌟 raides contra suspeitos de serem insurgentes foram aumentados.

Além disso, duas aldeias, incluindo o local de nascimento de Saddam Hussein, al-Auja 🌟 e a pequena cidade de Abu Hishma foram envolvidas por arame farpado e cuidadosamente monitorizadas.

No entanto, o fracasso na restauração 🌟 dos serviços básicos para níveis de antes da guerra, no qual mais de uma década de sanções, bombardeamentos, corrupção e 🌟 degradação das infraestruturas tinha já deixado as cidades a quase não funcionar, contribuiu para um rancor local contra o governo 🌟 da IPA encabeçado por um conselho executivo.

A 2 de Julho de 2003 o presidente Bush declarou que as tropas americanas 🌟 ficariam no Iraque apesar dos ataques, e desafiou os insurgentes dizendo: "A minha resposta é: que venham eles", uma frase 🌟 bastante criticada, que o presidente lamentou mais tarde.

[75] No verão de 2003, as forças multinacionais focaram-se também em capturar os 🌟 líderes do regime anterior.

A 22 de Julho, um raide da 101ª divisão aerotransportada e soldados da Task Force 20 mataram 🌟 os filhos de Saddam Hussein (Uday e Qusay) juntamente com os seus netos.

Ao todo, mais de 300 líderes de topo 🌟 do regime anterior foram mortos ou capturados, tal como numerosos funcionários inferiores e pessoal militar.

A captura de Saddam Hussein [ 🌟 editar | editar código-fonte ]

Saddam Hussein pouco depois da casa de aposta estrela bet captura

No contexto das informações dos serviços secretos que levaram aos 🌟 raids contra os membros do partido Baath ligados à insurgência, Saddam Hussein foi ele próprio capturado a 13 de dezembro 🌟 de 2003 numa quinta perto de Ticrite na operação Red Dawn.

A operação foi conduzida pela 4 ª divisão de infantaria 🌟 do exército norte-americano e por membros da Task Force 121.

Com a captura de Saddam e uma queda do número de 🌟 ataques dos insurgentes, alguns concluíram que as forças multinacionais estavam a ter sucesso na luta contra a insurgência.

O governo provisório 🌟 começou a treinar novas forças de segurança iraquianas para defenderem o país, e os Estados Unidos prometeram 20 mil milhões 🌟 de dólares de crédito na forma de futuros ganhos petrolíferos para a reconstrução.

Mais valias resultantes do petróleo foram também usadas 🌟 para reconstruir escolas e infraestruturas eléctricas e de refinação de petróleo.

Pouco depois da captura de Saddam Hussein, elementos deixados de 🌟 fora da Autoridade da Coligação Provisória começaram a agitar-se pelas eleições e pela formação de um governo iraquiano interino.

O mais 🌟 proeminente entre estes foi o clérigo xiita Grande Aiatolá Ali al-Sistani.

A Autoridade da Coligação Provisória opôs-se à autorização de eleições 🌟 democráticas naquele momento, preferindo em vez disso entregar o poder a um governo iraquiano interino ou "de transição".

[76] Devido a 🌟 uma luta interna pelo poder no interior do novo governo, o movimento de resistência à ocupação intensificou-se.

Os dois centros mais 🌟 turbulentos eram a área em redor de Faluja e as secções xiitas pobres de Bagdá (Sadr City) até Baçorá.

2004: O 🌟 crescimento da insurgência [ editar | editar código-fonte ]

O início de 2004 foi marcado por certa calma na violência.

As forças 🌟 insurgentes reorganizaram-se neste período, estudando as tácticas das forças multinacionais e planejando ofensivas renovadas.

No entanto a violência aumentou durante a 🌟 primavera com combatentes estrangeiros vindos da região do médio-oriente, bem como da Al-Qaeda no Iraque (um grupo ligado à Al-Qaeda) 🌟 liderada por Abu Musab al-Zarqawi ajudando a comandar a insurgência.

À medida que a insurgência crescia notou-se uma mudança distinta nos 🌟 alvos, que passaram das forças da coligação para as novas forças de segurança iraquianas, sendo mortos centenas de policiais e 🌟 civis iraquianos nos meses seguintes numa série massiva de bombas.

Uma insurgência sunita organizada, com raízes profundas e motivações tanto nacionalistas 🌟 como islamistas, tornava-se mais poderosa pelo Iraque.

O xiita Exército Mahdi também começou a desencadear ataques contra forças da coligação como 🌟 tentativa de controlar as forças de segurança iraquianas.

As zonas centrais e meridionais começavam a entrar em erupção com guerrilhas urbanas 🌟 à medida que as forças da coligação tentavam manter o controle e preparar uma contraofensiva.

Explosão de um carro bomba em 🌟 Bagdá, em 2004

Os combates mais sérios da guerra até ao momento começaram a 31 de março de 2004 quando insurgentes 🌟 iraquianos em Faluja emboscaram uma caravana da Blackwater USA liderada por milícias privadas que davam segurança a transportadores de alimentos 🌟 da Eurest Support Services.

[77] Os quatro milicianos, Scott Helvenston, Jerko Zovko; Wesley Batalona e Michael Teague, foram mortos com granadas 🌟 e armas de fogo leves.

Subsequentemente os seus corpos foram arrastados para fora dos seus veículos, espancados e incendiados, e os 🌟 cadáveres queimados foram pendurados numa ponte sobre o rio Eufrates.

[78] Foram divulgadas fotografias do acontecimento a agências de notícias de 🌟 todo o mundo causando uma grande indignação nos Estados Unidos e levando a uma mal-sucedida pacificação da cidade: a primeira 🌟 batalha de Faluja, em Abril de 2004.

A ofensiva foi retomada em Novembro, na mais sangrenta batalha da guerra até então, 🌟 a segunda batalha de Faluja, descrita pelo exército norte-americano como "os combates urbanos mais duros desde a batalha da cidade 🌟 de Hue, no Vietname".

[79] Durante o assalto, as tropas norte-americanas usaram fósforo branco como arma incendiária, causando controvérsia.

Um ano depois, 🌟 um documentário de vinte minutos, Fallujah: The hidden massacre, veiculado em 7 de novembro de 2005 pela RAI, a TV 🌟 estatal italiana, comprovou o uso do fósforo contra civis.

[80][81] A batalha de dez dias resultou na vitória da coligação, com 🌟 54 americanos e aproximadamente 1 000 iraquianos mortos.

Faluja ficou totalmente devastada durante os combates.[82]

Outro importante acontecimento deste ano foi a 🌟 revelação dos abusos de prisioneiros em Abu Ghraib, que receberam a atenção dos meios de comunicação mundiais em Abril de 🌟 2004.

Os primeiros relatos dos abusos, bem como as primeiras imagens de soldados americanos sujeitando prisioneiros a abusos foram divulgados num 🌟 relatório de notícias do programa "60 minutes II", a 28 de Abril, e num artigo de Seymour M.

Hersh no The 🌟 New Yorker, divulgado on-line a 30 de Abril.

[83] De acordo com o premiado jornalista Thomas E.

Ricks, em seus livros Fiasco 🌟 - The American Military Adventure in Iraq ("Fiasco - A aventura militar americana no Iraque") e The Gamble - General 🌟 David Petraeus and the American Military Adventure in Iraq, 2006-2008 ("A Aposta - General David Petraeus e a Aventura Militar 🌟 Americana no Iraque, 2006 - 2008")[84][85][86] estas revelações causaram grande abalo nas justificativas morais da guerra aos olhos dos americanos 🌟 e da comunidade internacional e foram um divisor de águas na guerra.

2005: As eleições e a transferência da soberania [ 🌟 editar | editar código-fonte ]

A 31 de Janeiro de 2005, os iraquianos elegeram, nas primeiras eleições legislativas, o governo transitório 🌟 do Iraque, com o objectivo de criar uma constituição permanente.

Apesar de alguma violência e de um grande boicote sunita terem 🌟 marcado o evento pela negativa, a maioria da população elegível curda e xiita participou.

A 4 de Fevereiro, Paul Wolfowitz anunciou 🌟 que seriam evacuadas do Iraque no mês seguinte 15 000 tropas que tinham visto o seu dever prolongado para proporcionar 🌟 segurança durante as eleições.

[87] Entre Fevereiro e Abril houve um período relativamente pacífico comparado com as carnificinas de Novembro e 🌟 Janeiro, com uma média de 30 ataques por dia em comparação com setenta no período anterior.

Esperanças de um fim rápido 🌟 da insurgência e de uma retirada das forças norte americanas foram desfeitas me Maio; o mês mais sangrento no Iraque 🌟 desde a invasão.

Bombistas suicidas, crendo-se que na maioria árabes sunitas iraquianos, sírios e sauditas, fizeram-se explodir no Iraque.

Os seus alvos 🌟 eram na casa de aposta estrela bet maioria encontros de xiitas e concentrações xiitas de civis.

Como resultado, mais de 700 civis iraquianos morreram nesse 🌟 mês, tal como 79 soldados norte-americanos.

No Verão de 2005 assistiu-se a combates ao redor de Bagdá e em Tall Afar 🌟 no noroeste do Iraque à medida que as forças norte-americanas tentavam selar a fronteira com a Síria.

Isto levou a combates 🌟 no Outono nas pequenas cidades do vale do Eufrates entre a capital e a fronteira.[88]

Um referendo constitucional foi realizado em 🌟 Outubro e a Assembleia Nacional foi eleita em Dezembro.[88]

Os ataques dos insurgentes aumentaram nesse ano com 34 131 incidentes registados, 🌟 comparados com um total de 26 496 no ano anterior.[89]

2006: O governo iraquiano permanente e a guerra civil [ editar 🌟 | editar código-fonte ]

Fuzileiros navais americanos vasculhando um prédio no Iraque em 2006

O início de 2006 foi marcado pelas conversações 🌟 para a constituição do governo iraquiano, pelo aumento da violência sectária e pela continuação dos ataques às forças da coligação.

A 🌟 violência sectária expandiu-se para um novo nível de intensidade após o ataque bombista à mesquita de al-Askari na cidade de 🌟 Samarra, a 22 de Fevereiro.

Pensa-se que a explosão na mesquita, um dos locais mais santos do Islão xiita, foi causada 🌟 por uma bomba colocada pela Al-Qaeda iraquiana.

Apesar de não terem resultado vítimas do ataque, a mesquita ficou severamente danificada e 🌟 o ataque resultou em violência nos dias seguintes.

Mais de 100 corpos baleados foram encontrados a 23 de Fevereiro, e pelo 🌟 menos 165 terão morrido.

Em consequência do ataque, o exército norte-americano estima que a taxa de homicídios em Bagdá triplicou de 🌟 11 para 33 mortes por dia.

As Nações Unidas descreveram desde então o ambiente no Iraque como uma situação semelhante à 🌟 guerra civil".

[90] Alguns estudos de 2006 da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg estimou que mais de 601 000 🌟 iraquianos morreram em actos de violência desde a invasão norte-americana e que menos de um terço dessas mortes resultaram de 🌟 acções da coligação.

[91] O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados e o governo iraquiano estimam que mais de 🌟 365 000 iraquianos foram deslocados desde o ataque à mesquita de al-Askari, elevando o número total de refugiados iraquianos a 🌟 1,6 milhões.

[92] O actual governo do Iraque entrou em funções a 20 de maio de 2006, após aprovação pelos membros 🌟 da Assembleia Nacional Iraquiana.

O governo sucedeu ao governo de transição iraquiano que continuou em funções de gestão até haver acordo 🌟 relativamente ao novo governo.

O aumento da violência sectária [ editar | editar código-fonte ]

Em Setembro de 2006, o "The Washington 🌟 Post" deu a conhecer que o comandante dos fuzileiros no Iraque emitiu um relatório secreto não usual" concluindo que as 🌟 perspectivas de segurança na província de Ambar eram muito más e que não havia quase nada que as forças norte-americanas 🌟 pudessem fazer para melhorar a situação política e social lá.[93]

O Iraque foi listado em quarto lugar no Índice de Estados 🌟 Falhados de 2006 compilado pela Revista Americana de Política Externa e pelo grupo de trabalho do Fundo para a Paz.

A 🌟 lista era encabeçada pelo Sudão.[94][95]

A 20 de Outubro, o exército norte-americano anunciou que a "Operação juntos para a frente" falhou 🌟 no objectivo de reduzir a violência em Bagdá, e militantes xiitas liderados por al-Sadr tinham tomado conta de várias cidades 🌟 do sul do Iraque.[96]

As eleições para o congresso dos Estados Unidos e a expansão da violência [ editar | editar 🌟 código-fonte ]

O Presidente Bush e casa de aposta estrela bet equipe em reunião sobre o Iraque

A 7 de Novembro de 2006, as eleições intercalares 🌟 norte-americanas tiraram ao partido republicano o controlo de ambas as câmaras do congresso.

Os fracassos na guerra do Iraque foram citadas 🌟 como uma das causas principais para este resultado, apesar de a administração Bush ter tentado distanciar-se da casa de aposta estrela bet retórica anterior 🌟 de "manter o rumo".[97]

A 23 de Novembro, ocorreu o ataque mais mortífero desde o início da guerra do Iraque.

Militantes árabes 🌟 sunitas suspeitos usaram cinco carros bomba suicidas e dois morteiros no bairro de Sadr City na capital matando pelo menos 🌟 215 pessoas e ferindo 257.

Os morteiros xiitas cedo retaliaram, disparando 10 projéteis ao local mais importante do Islão sunita na 🌟 cidade, danificando seriamente a mesquita de Abu Hanifa e matando uma pessoa.

Mais oito projéteis rebentaram perto dos escritórios da Associação 🌟 de Teólogos Muçulmanos, a mais importante organização sunita no Iraque, incendiando casas próximas.

Outras barragens de morteiros em bairros sunitas no 🌟 oeste de Bagdá mataram nove pessoas e feriram 21, segundo a polícia.

[98] A 28 de Novembro, outro relatório dos serviços 🌟 secretos dos fuzileiros foi emitido, confirmando o relatório anterior sobre a província de Ambar dizendo que: "As tropas norte-americanas e 🌟 iraquianas já não são capazes de derrotar militarmente a insurgência em Ambar" e 'quase todas as instituições governamentais desde o 🌟 nível local a provincial se desintegraram ou se corromperam grandemente e foram infiltradas pela Al-Qaeda iraquiana".[99]

Grupo de Estudos do Iraque 🌟 e a execução de Saddam Hussein [ editar | editar código-fonte ]

O relatório do Grupo de Estudos do Iraque foi 🌟 apresentado a 6 de Dezembro de 2006.

O grupo, liderado pelo antigo secretário de estado James Baker e pelo antigo congressista 🌟 democrata Lee Hamilton, conclui que "a situação no Iraque é grave e está a deteriorar-se" e que "as forças norte-americanas 🌟 parecem estar numa missão sem fim à vista".

As 79 recomendações do relatório incluem o aumento dos contactos diplomáticos com o 🌟 Irão e com a Síria e o intensificar do treino das tropas iraquianas.

A 18 de Dezembro, um relatório do Pentágono 🌟 refere que os ataques a norte-americanos e iraquianos se repetem numa média de aproximadamente 960 por semana - a mais 🌟 alta desde que os relatórios começaram a ser feitos, em 2005.[100]

As forças da coligação transferiram o controlo de uma província 🌟 para o governo iraquiano, a primeira desde o início da guerra.

Advogados militares acusaram 8 fuzileiros pela morte de 24 civis 🌟 iraquianos em Haditha, em Novembro de 2005, dez dos quais mulheres e crianças.

Quatro outros oficiais foram também acusados de incumprimento 🌟 do dever em relação ao mesmo caso.[101]

Depois de um julgamento que durou um ano, Saddam Hussein foi enforcado a 30 🌟 de dezembro de 2006, tendo sido considerado culpado de crimes contra a humanidade por um tribunal iraquiano.[102]

2007: O reforço das 🌟 tropas dos Estados Unidos [ editar | editar código-fonte ]

Soldados americanos em patrulha na periferia de Bagdá, em fevereiro de 🌟 2007

Num anúncio televisivo de 10 de Janeiro de 2007 ao público americano, Bush propôs mais 21 500 tropas para o 🌟 Iraque, um programa de trabalho para os iraquianos, mais propostas de reconstrução, e 1 200 milhões de dólares para estes 🌟 programas.

[103] Questionado sobre porque pensava que o seu plano iria funcionar desta vez, Bush disse: "Porque tem de funcionar".

[104] A 🌟 23 de Janeiro de 2007, no Discurso do Estado da União de 2007, Bush anunciou "o destacamento de reforços de 🌟 mais de 20 000 soldados e fuzileiros adicionais no Iraque".

A 10 de Fevereiro, David Petraeus foi nomeado comandante das forças 🌟 multinacionais no Iraque, um posto de 4 estrelas que coordena todas as forças norte-americanas no país, substituindo o General George 🌟 Casey.

Nesta nova posição, Petraeus coordena todas as forças da coligação no Iraque e empregou-as na "estratégia de reforço" definida pela 🌟 administração Bush.

[105][106] Em 2007 assistiu-se também a um aumento significativo nos ataques bombistas dos insurgentes com gás de cloro.

Exigências às 🌟 tropas norte-americanas [ editar | editar código-fonte ]

Manter elevados níveis de tropas em face de elevadas baixas requereu duas mudanças 🌟 no exército.

Foi aumentado o tempo das comissões e foram relaxadas as normas relativas a voluntários com historial de actos criminosos.

Era 🌟 esperados que ambas as medidas levassem a um aumento da probabilidade de violência contra iraquianos não combatentes.

Um relatório patrocinado pelo 🌟 departamento de defesa[107] descreveu o aumento das comissões como levando ao aumento do stress com o aumento das manifestações de 🌟 raiva e desrespeito pelos civis.

John Hutson, decano e presidente do Franklin Pierce Law Center em Nova Hampshire e antigo juiz 🌟 general da marinha disse que as forças armadas têm de ponderar cuidadosamente ao decidir que criminosos aceitar.

Há uma razão para 🌟 que a aceitação de pessoas com passado de crime nas forças armadas seja desde há muito a excepção e não 🌟 a regra.

"Se se está a recrutar alguém que demonstrou algum tipo de comportamento anti-social e se está a pôr uma 🌟 arma nas suas mãos, tem que se estar a ser excepcionalmente cuidadoso com o que se está a fazer.

Não se 🌟 está a pôr um martelo nas suas mãos, nem se lhe está pedindo para vender carros, Está-se potencialmente a dizer-lhe 🌟 para matar pessoas".[108]

Em Abril, o Secretário de Defesa Robert Gates anunciou que todos os soldados do exército activo no Iraque 🌟 e no Afeganistão iriam servir por dezasseis meses, em vez dos doze meses que esperavam.

"Sem esta acção teríamos que recolocar 🌟 cinco brigadas de soldados activo mais cedo do que o objectivo de doze meses em casa", disse Gates.

[109] Estatísticas dadas 🌟 a conhecer em Abril davam a conhecer que cada vez mais soldados desertavam do seu dever, um rápido aumento relativamente 🌟 aos anos anteriores.[110]

Land Rovers wolf britânicos em patrulha perto de Baçorá

A pressão sobre as tropas norte-americanas são agravadas pela contínua 🌟 retirada das forças britânicas da província de Bassorá.

No início de 2007, o primeiro-ministro britânico Tony Blair anunciou que após a 🌟 operação Sinbad as tropas britânicas iriam começar a retirar da Bassorá, entregando a segurança aos iraquianos.

[111] No Outono de 2007, 🌟 o primeiro-ministro Gordon Brown, sucessor de Blair, de novo delineou um plano de retirada para as restantes forças britânicas com 🌟 uma data de retiradas completa para finais de 2008.

[112] Em Julho, o primeiro-ministro dinamarquês Anders Fogh Rasmussen também anunciou a 🌟 retirada de 441 tropas do Iraque, deixando apenas uma unidade de 9 soldados pilotando 4 helicópteros de observação.[113]

A taxa de 🌟 mortes americanas em Bagdá nas primeiras sete semanas do "reforço" de tropas quase que duplicou relativamente ao período anterior.

[114] De 🌟 acordo com o Monitor de baixas da coligação no Iraque, as mortes de soldados americanos desde o início do reforço 🌟 era cerca de 3,14 por dia, o que é o mais alto desde o fim dos principais combates.[115]

Efeitos do reforço 🌟 na Segurança [ editar | editar código-fonte ]

Soldados norte-americanos abrigam-se durante uma troca de tiro com insurgentes na secção de 🌟 Al Doura de Bagdá, 7 de março de 2007

Em meados de Março de 2007, segundo fontes norte-americanas perto dos militares, 🌟 a violência em Bagdá tinha sido cortada em cerca de 80%;[116] no entanto, relatórios independentes[117][118] levantaram questões sobre estas afirmações.

Um 🌟 porta voz militar iraquiano refere que que as mortes civis desde o início do reforço das tropas eram de 265 🌟 em Bagdá, uma grande diminuição relativamente aos 1440 nas quatro semanas anteriores.

O New York Times concluiu que mais de 450 🌟 civis iraquianos tinham morrido durante o mesmo período de 28 dias, baseando-se nos relatórios diários iniciais do Ministério do Interior 🌟 e de responsáveis hospitalares.

Historicamente, as contagens de mortes apresentadas pelo The New York Times subestimaram o total das mortes em 🌟 cerca de 50% ou mais comparando com os estudos das Nações Unidas, que se baseiam nos dados do Ministério da 🌟 Saúde iraquiano e em dados das morgues.[119]

No fim de Março de 2007, o congresso norte-americano aprovou leis de autorização de 🌟 financiamento suplementar de 122 biliões de dólares para operações de emergência no Afeganistão e no Iraque, incluindo requerimentos de que 🌟 os Estados Unidos retirassem as suas tropas do Iraque em Agosto de 2008.

O presidente Bush ameaçou vetar qualquer lei que 🌟 incluísse um plano de retirada.

[120] A 30 de março de 2007, o Senado dos Estados Unidos aprovou a retirada de 🌟 todos as tropas até 31 de março de 2008.

O prazo curto estipulado pelo Senado era uma meta, não um requerimento 🌟 a Bush, e fora estabelecido para ganhar o apoio dos Democratas centristas.[121]

Uma mulher iraquiana olha para soldados norte-americanos fazendo uma 🌟 busca no pátio da casa de aposta estrela bet casa durante uma investigação em Ameriya.

Buscas a casas são ocorrências comuns na guerra do Iraque

Apesar 🌟 de um aumento substancial do número das forças de segurança em Bagdá, associado ao reforço das tropas, o total das 🌟 mortes no Iraque aumentou 15% em março.

1869 civis foram mortos e 2719 foram feridos, comparados com 1646 mortos e 2701 🌟 feridos em Fevereiro.

Em Março foram mortos 165 polícias iraquianos, contra 131 no mês anterior, enquanto que 44 soldados iraquianos morreram, 🌟 em comparação com 29 em Fevereiro.

As mortes militares americanas em Março foram quase o dobro das iraquianas, apesar de os 🌟 norte-americanos afirmarem que foram as forças iraquianas que representaram o maior esforço do reforço em Bagdá.

O total das mortes entre 🌟 os insurgentes diminuiu para 481 em Março, comparado com 586 mortos em Fevereiro.[122][123]

Três meses após o início do reforço, as 🌟 tropas controlavam menos de um terço da capital, muito menos que o objectivo inicial, de acordo com um relatório militar 🌟 interno completado em Maio de 2007.

A violência era especialmente crónica nos bairros mistos xiitas e sunitas de Bagdá ocidental.

As melhorias 🌟 ainda não tinham sido substanciais no espaço e no tempo em Bagdá.[124]

A 14 de Agosto de 2007 ocorreu o ataque 🌟 mais mortífero desde o início da guerra.

Mais de 500 civis foram mortos numa série de ataques bombistas suicidas coordenados no 🌟 norte do Iraque em Qahtaniya.

Mais de 100 casas e lojas foram destruídas nas explosões.

Os responsáveis norte-americanos culparam a Al-Qaeda no 🌟 Iraque.

Os aldeãos que foram alvo do ataque pertencem à minoria étnica não muçulmana dos Yazidi.

O ataque parece representar o último 🌟 acontecimento até antão de um conflito que começou no princípio do ano quando membros da comunidade Yazidi apedrejaram até à 🌟 morte uma menina adolescente chamada Du'a Khalil Aswad acusada de namorar um árabe sunita e de se converter ao Islão.

A 🌟 morte da menina foi gravada em telemóveis e o vídeo foi colocado na internet.

[125][126][127][128]

Mais de metade dos membros do parlamento 🌟 iraquiano rejeitaram pela primeira vez a continuação da ocupação do seu país.

144 dos 275 deputados assinaram uma petição legislativa que 🌟 requereria ao governo iraquiano ter a aprovação do parlamento antes de requisitar uma extensão do mandato das Nações Unidas para 🌟 que estivessem forças estrangeiras no Iraque, o qual acaba no fim de 2007.

Também pede um calendário para a retirada de 🌟 tropas e uma estabilização do número de forças estrangeiras.

O mandato do Conselho de Segurança das Nações Unidas paras as forças 🌟 lideradas pelos Estados Unidos no Iraque iria terminar se tal fôr pedido pelo governo iraquiano..

[129] Segundo a lei iraquiana, o 🌟 porta voz tem de apresentar uma resolução pedida pela maioria dos deputados.

[130] Segundo pesquisa de opinião, 59% da população dos 🌟 Estados Unidos apoiava um calendário para a retirada.[131]

A meio de 2007 a coligação começou um programa controverso para treinar iraquianos 🌟 sunitas para a formação de milícias de "guardiões".

Estas milícias tinham o objectivo de apoiar e garantir a segurança de vários 🌟 bairros sunitas incapazes de garantir a casa de aposta estrela bet própria segurança.[132]

A 22 de Agosto de 2007, o Presidente Bush fez um discurso 🌟 na Convenção Nacional de Veteranos de Guerras no Estrangeiro comparando a guerra do Iraque com a guerra do Vietname, especificamente 🌟 na questão da retirada, dizendo que: "Nessa altura como agora, as pessoas argumentavam que o verdadeiro problema era a presença 🌟 americana e que se retirássemos, as mortes acabariam".

Bush alegou então que a retirada americana do Vietname levou à tomada de 🌟 poder pelos Khmer Vermelhos no Camboja e dos Viet Cong no Vietname, com represálias contra os aliados dos E.U.A.nesses países.

Bush 🌟 argumentou ainda que Osama bin Laden tinha feito uma comparação semelhante numa entrevista a um jornal paquistanês depois do 11 🌟 de Setembro, dizendo ".

.

.

o povo americano levantou-se contra a guerra do seu governo no Vietname.

E devem fazer o mesmo agora".

[carece 🌟 de fontes] O número dois de Bin Laden, Zawahiri também se referiu a o Vietname.

Numa carta ao chefe de operações 🌟 no Iraque, também se referiu a ".

.

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os tempos posteriores ao colapso do poder americano no Vietname e como fugiram e 🌟 deixaram os seus agentes".

Bush falando na televisão sobre casa de aposta estrela bet nova estratégia para o Iraque, em 2007

Bush reconheceu que após a 🌟 guerra do Vietname nem os Viet Cong nem os Khmers Vermelhos foram até ao Estados Unidos para continuar a guerra, 🌟 mas alegou que desta vez seria diferente.

"Ao contrário do que aconteceu no Vietname, se retirássemos antes de o trabalho estar 🌟 feito, o inimigo seguir-nos-ia até casa .

E isso é porquê, para a segurança dos Estados Unidos da América, temos de 🌟 derrotá-los lá fora, para que não os tenhamos de enfrentar nos Estados Unidos da América".[133]

Tensões com o Irão e a 🌟 Turquia [ editar | editar código-fonte ]

Durante 2007 as tensões aumentaram grandemente entre o Irão e o Curdistão iraquiano devido 🌟 ao facto de o seu santuário ter sido dado ao militante Partido para uma Vida Livre no Curdistão (PEJAK).

De acordo 🌟 com informações, o Irão tem bombardeado posições do PEJAK no Curdistão iraquiano desde 16 de Agosto.

Estas tensões aumentaram ainda mais 🌟 com uma alegada incursão para além da fronteira de tropas iranianas a 23 de Agosto, em que estas atacaram várias 🌟 aldeias curdas matando um número indeterminado de civis e militantes.[134]

As forças da coligação começaram a ter como alvo alegados operacionais 🌟 da Força Quds iraniana no Iraque, prendendo ou matando membros suspeitos.

A administração Bush e os líderes da coligação começaram a 🌟 declarar publicamente que o Irão estava a fornecer armas, particularmente EFPs, aos insurgentes iraquianos e às milícias.

Além do conflito com 🌟 o Irão, o Curdistão iraquiano também começou a ter problemas com a Turquia.

Incursões para lá da fronteira de militantes do 🌟 PKK continuaram a atacar forças turcas, causando vitimas de ambos os lados.

Armas originalmente dadas a forças de segurança iraquianas pelos 🌟 norte-americanos estão a ser recuperadas por autoridades na Turquia depois de serem utilizadas em crimes violentos nesse país.

[135] No Outono 🌟 de 2007, as forças armadas turcas afirmaram o seu direito de atravessar a fronteira do Curdistão iraquiano em perseguição a 🌟 militantes do PKK e começaram a bombardear aldeias curdas e a atacar bases do PKK com aviões.

[136][137] O parlamento turco 🌟 aprovou uma resolução permitindo às forças armadas perseguir o PKK no Curdistão iraquiano e começaram planos para uma grande operação 🌟 com helicópteros, blindados e infantaria que se deslocaria até talvez 20 quilómetros para lá da fronteira com o Iraque para 🌟 desalojar o PKK das suas bases nas montanhas.[138]

Redução planejada de tropas [ editar | editar código-fonte ]

Num discurso feito ao 🌟 Congresso a 10 de Setembro, o General David Petraeus "previa a retirada de cerca de 30 000 tropas norte-americanas até 🌟 ao próximo verão, começando com um contingente de fuzileiros em Setembro".

[139] A 14 de Setembro o Presidente Bush disse que 🌟 5 700 sodados estariam em casa pelo Natal de 2007, e esperava que mais alguns milhares voltariam em Julho de 🌟 2008.

O plano traria o número de tropas para o nível de antes do reforço no início de 2007.

Alguma controvérsia surgiu 🌟 devido ao facto de o antigo Secretário de Estado Colin Powell ter anunciando antes do reforço que teria de haver 🌟 uma redução de tropas em meados de 2007.[140]

A 13 de Setembro, Abdul Sattar Abu Risha foi morto num ataque bombista 🌟 na cidade de Ramadi.

[141] Este era um importante aliado dos E.U.A.

uma vez que tinha liderado o "Acordar de Ambar", uma 🌟 aliança de tribus sunitas árabes que se insurgiram contra a Al-Qaeda iraquiana.

Esta organização declarou a casa de aposta estrela bet responsabilidade pelo ataque.

[142] Uma 🌟 declaração colocada na internet pela organização Estado Islâmico do Iraque chamou a Abu Risha "um dos cães de Bush" e 🌟 descreveu o assassinato de quinta-feira como "uma operação heroica que levou mais de um mês a preparar".[142]

Controvérsia de uma firma 🌟 de segurança privada [ editar | editar código-fonte ]

A 17 de Setembro de 2007, o governo iraquiano anunciou que iria 🌟 revogar a licença da firma de segurança norte-americana Blackwater USA devido ao envolvimento da firma nas mortes de 8 civis, 🌟 incluindo uma mulher e uma criança,[143] numa troca de tiros que se seguiu à explosão de um carro bomba perto 🌟 das instalações do Departamento de Estado.

Investigações adicionais de alegado tráfico de armas envolvendo a empresa estava também em curso.

A Blackwater 🌟 é de momento uma das firmas mais importantes a operar no Iraque com cerca de 1 000 empregados e uma 🌟 frota de helicópteros no país.

Se o grupo ainda pode ser legalmente acusado é uma questão de debate.

[144] Em Outubro de 🌟 2007, as Nações Unidas lançaram um estudo de dois anos dizendo que, apesar de serem contratadas como "guardas de segurança", 🌟 as firmas privadas estavam a cumprir deveres militares.

O relatório descobriu que o uso de empresas como a Blackwater era uma 🌟 "nova forma de actividade mercenária" e ilegal segundo a lei internacional, apesar de os Estados Unidos não serem signatários do 🌟 tratado.[145]

2008: Guerra civil continua [ editar | editar código-fonte ]

Militares iraquianos em seção de treinamento

Em 2008, oficiais americanos e independentes 🌟 começaram a ver melhorias na situação de segurança no Iraque.

De acordo com o Departamento de Defesa americano, em dezembro de 🌟 2008, a "situação geral de violência" no país havia caído 80% desde que reforços (cerca de 20 mil soldados americanos) 🌟 haviam chegado em janeiro de 2007, e o número de assassinatos havia caído para níveis anteriores a guerra.

Também foi apontado 🌟 que o número de baixas sofridas pela Coalizão havia caído de 904 em 2007 para 314 em 2008.

[146] As perdas 🌟 civis também haviam declinado consideravelmente, de 3 500 em janeiro ode 2007 para 490 em novembro de 2008.

Além disso, ataques 🌟 contra as forças aliadas viram uma queda ainda maior, sendo 1 600 em 2007 para 200 ou 300 em 2008.

As 🌟 perdas entre as tropas iraquianas também tinham caído consideravelmente.[147]

Enquanto isso, a proficiência dos militares iraquianos melhorou eles aproveitaram para lançar 🌟 uma nova ofensiva contra áreas controladas por milicianos xiitas.

Começou em março com uma operação contra o Exército Mehdi em Baçorá, 🌟 o que reacendeu a violência sectária em algumas regiões do país, especialmente na cidade de Sadr, no distrito de Bagdá.

Em 🌟 outubro, o oficial britânico responsável por Baçorá disse que desde o começo da operação a cidade estaria mais "segurança" e 🌟 os índices de homicídios caíram consideravelmente.

[148] Segundo os americanos, em 2008, o número de explosões por terroristas no país caíram 🌟 drasticamente também.[149]

O progresso do conflito contra as facções sunitas também avançou.

Movimentos pró governo ficaram mais forte e os americanos começaram 🌟 a transferir mais regiões para o comando dos iraquianos.

[150] Em maio, o exército iraquiano – apoiado pela Coalizão – lançou 🌟 uma ofensiva em Mossul, um dos últimos bolsões de resistência da al-Qaeda no país.

Apesar de prender centenas de pessoas, a 🌟 operação falhou em baixar os índices de violência em Mossul.

Ao fim do ano, a segurança da cidade permanecia fraca.

[151] Também 🌟 foram reportados avanços (militares e políticos) do governo contra grupos extremistas curdos no norte do país.[152]

Os militares americanos encararam esses 🌟 sucessos com otimismo, já que, de acordo com planos previamente acertados, em 2008 a Coalizão iria começar a entregar a 🌟 responsabilidade de segurança do país para as forças nacionais de defesa.

[146] O comandante das tropas ocidentais, o general americano Raymond 🌟 T.

Odierno, afirmou que "em termos militares, transições são períodos perigosos".[146]

Ofensivas na primavera [ editar | editar código-fonte ]

Um soldado iraquiano 🌟 na cidade de Sadr, próximo de Bagdá, 17 de abril de 2008

Ao fim de março de 2008, o exército iraquiano, 🌟 com apoio aéreo e logístico da Coalizão, lançou uma nova ofensiva, chamada "Ataque dos Cavaleiros", em Baçorá para tomar a 🌟 cidade do controle dos milicianos islamitas.

Esta foi a primeira grande operação militar lançada pelo governo iraquiano que não contou com 🌟 ajuda terrestre de tropas da Coalizão ocidental.

A região onde a operação seria lançada era controlada especialmente por milícias xiitas, como 🌟 o Exército Mahdi.

[153][154] Outras áreas do país também viram uma reintensificação dos combates: incluindo nas cidades de Sadr, Al-Kut, Al 🌟 Hillah e outros.

A luta foi intensa em Baçorá e a ofensiva do governo foi perdendo força.

Com os combates se desenrolando 🌟 mal para os islamitas, alguns grupos, como a brigada Qods abriram negociações.

Em 31 de março de 2008, al‑Sadr ordenou que 🌟 seus seguidores parassem de lutar.[155]

Em 12 de maio de 2008, os residentes de Baçorá viram uma "consistente melhoria na qualidade 🌟 de vida", de acordo com uma reportagem do New York Times.

As tropas do governo haviam tomado o quartel-general dos militantes 🌟 islâmicos locais e reinstauraram a ordem na cidade.

[154] Em abril, bombas nas estradas (que haviam consumido muitas vidas durante a 🌟 guerra) continuaram, porém em menor intensidade.

Em novembro, as forças armadas americanas realizam incursões na fronteira do Iraque com a Síria 🌟 para combater os insurgentes.[156]

Audiências no Congresso americano [ editar | editar código-fonte ]

O general David Petraeus dando um testemunho no 🌟 congresso americano, em 8 de abril de 2008

No começo de 2008, com a situação de segurança no Iraque melhorando, o 🌟 Congresso dos Estados Unidos começou a chamar proeminentes figuras ligadas a ocupação do país para audiências.

Em 8 de abril, o 🌟 general David Petraeus pediu para que o governo americano reconsidera-se a casa de aposta estrela bet posição de retirar as tropas do Iraque, dizendo 🌟 que "Eu notei que nós não fizemos tantos progressos definitivos assim e nós não estamos vendo nenhuma luz no fim 🌟 do túnel," em referência aos comentários do presidente Bush e do ex-general William Westmoreland, veterano da guerra do Vietnã.

[157] Quando 🌟 perguntado pelo Senado se pessoas sensatas poderiam discordar do caminho que seria adotado, Petraeus disse "nós lutados para que as 🌟 pessoas tenham o direito de terem opiniões".[158]

Ao líder do comitê do senado à época, Joe Biden, o embaixador Crocker admitiu 🌟 que a Al-Qaeda no Iraque era menos importante que a organização central da Al-Qaeda na fronteira do Afeganistão com o 🌟 Paquistão, onde o líder da organização, Osama bin Laden, estava escondido.

[159] Legisladores de ambos os partidos estavam reclamando que o 🌟 contribuinte americano estava pagando o preço da guerra enquanto o Iraque voltava a faturar bilhões com a venda de petróleo.

Fortalecimento 🌟 do exército iraquiano [ editar | editar código-fonte ]

Militares iraquianos em ação em Bagdá em 2007

O Iraque passou a ser 🌟 um dos principais importadores de armamentos e equipamentos militares americanos a partir de 2007.

Os tradicionais fuzis AK-47 começaram a ser 🌟 substituídos pelos rifles M‑16 e M‑4.

[160] Apenas em 2008, o Iraque comprou dos Estados Unidos US$ 12,5 bilhões de dólares 🌟 em equipamentos (quase um-terço dos US$ 34 bilhões que os Estados Unidos lucrou com vendas de armas a países estrangeiros 🌟 naquele ano).[161]

Os iraquianos ainda se comprometeram a comprar 36 caças F‑16, o equipamento mais avançado que eles compraram dos americanos 🌟 à época.

O Pentágono notificou o congresso que eles também aprovaram a venda de 24 helicópteros de ataque americanos ao Iraque, 🌟 avaliando a transação em US$ 2,4 bilhões de dólares.

Além disso, o governo iraquiano anunciou planos de comprar mais US$ 10 🌟 bilhões de dólares em tanques, veículos blindados, aviões de transporte e outros equipamentos e serviços.

No verão seguinte, o Departamento de 🌟 Defesa americano confirmou que os iraquianos haviam encomendado mais de 400 veículos militares e outros armamentos no valor de US$ 🌟 3 bilhões de dólares, além de seis aviões de transporte C-130J, no valor de US$ 1,5 bilhões.

[162][163] De 2005 a 🌟 2008, os Estados Unidos oficialmente exportaram US$ 20 bilhões de dólares em equipamentos militares ao Iraque.[164]

Acordo entre os governos americano 🌟 e iraquiano [ editar | editar código-fonte ]

Em dezembro de 2008, os governos do Iraque e dos Estados Unidos assinaram 🌟 o chamado U.S.

-Iraq Status of Forces Agreement.

[165] O acordo estabelecia o início da retirada das unidades de combate americanas das 🌟 cidades iraquianas a partir de 30 de junho de 2009 e se completaria com a evacuação completa das forças militares 🌟 estrangeiras do país em 31 de dezembro de 2011.

[166][167] O pacto também restringia o poder das forças americanas, dizendo que 🌟 elas não podiam prender alguém por mais de 24 horas sem uma acusação formal, além de exigir mandatos de busca 🌟 caso os americanos quisessem inspecionar casas de civis iraquianos.

[168] Funcionários independentes americanos contratados pelo governo do Iraque poderiam ser processados 🌟 criminalmente caso fossem pegos em uma ação ilegal (essa ação não se estendia aos militares dos Estados Unidos).

[169][170][171][172] O então 🌟 secretário de defesa americano, Robert Gates, afirmou que algumas tropas americanas poderiam permanecer no país depois de 2011 para ajudar 🌟 no treinamento das forças iraquianas.[173]

Muitos grupos políticos iraquianos protestaram contra o acordo afirmando que ele apenas prolongava e legitimava a 🌟 ocupação americana do país.

[174] Na praça central de Bagdá, imagens do então presidente americano George W.

Bush foram queimadas e uma 🌟 esfinge em do seu rosto destruída em um gesto de ironia pois, cinco anos antes, uma estátua de Saddam Hussein 🌟 fora destruída por populares nos primórdios da invasão americana.

[175] Alguns iraquianos, contudo, demonstraram otimismo já que agora havia uma data 🌟 definida para a retirada dos Estados Unidos do seu país.

[176] Em 4 de dezembro de 2008, o conselho presidencial iraquiano 🌟 aprovou o acordo.

[165] A população iraquiana se dividiu na questão, com extremistas se reunindo para as tradicionais orações de sexta 🌟 feira dos muçulmanos para gritar slogans anti Estados Unidos e anti Israel.[177]

2009: Redistribuição da Coalizão [ editar | editar código-fonte 🌟 ]

Transferência do controle da Zona Verde [ editar | editar código-fonte ]

Visão aérea da "Zona Verde", local onde se concentram 🌟 as representações de diversos países, o comando das tropas da coalizão e o aeroporto internacional de Bagdá

Em 1 de janeiro 🌟 de 2009, os Estados Unidos entregou o controle da Zona Verde e do Palácio presidencial de Saddam Hussein (que era 🌟 usado como quartel-general da Coalizão) ao governo iraquiano em uma cerimônia que foi descrita pelo primeiro-ministro do Iraque como a 🌟 'restauração da soberania do país'.[178]

A liderança militar dos Estados Unidos atribuiu o declínio da violência no Iraque e a redução 🌟 do número de civis mortos a uma série de medidas, entre elas o aumento de tropas enviadas ao país em 🌟 2007, os sunitas passando para o lado do governo e o pedido do clérigo xiita Muqtada al-Sadr para que casa de aposta estrela bet 🌟 milícia aceitasse o cessar-fogo.[179]

Em 31 de janeiro, o Iraque teve uma grande eleição nas províncias.

[180] Violência e alegações de fraude 🌟 foram reportados durante o pleito.

[181][182][183][184] As expectativas de comparecimento nas urnas foi frustrada e poucos eleitores compareceram, mas o embaixador 🌟 americano, Ryan Crocker, afirmou que a eleição foi um 'sucesso'.[185]

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, profere um discurso na 🌟 Base Lejeune, em 27 de fevereiro de 2009

Anúncio formal da retirada [ editar | editar código-fonte ]

Em meados de janeiro 🌟 de 2009, Barack Obama sucedeu George Bush como presidente dos Estados Unidos com uma plataforma que visava reverter boa parte 🌟 das políticas do predecessor.

Em 27 de fevereiro, em um discurso na base dos fuzileiros navais em Lejeune, na Carolina do 🌟 Norte, anunciou que as tropas americanas encerrariam suas operações militares no Iraque em 31 de agosto de 2010.

A guerra havia, 🌟 há muito tempo, se tornado tremendamente impopular nos Estados Unidos.

Uma "força de transição" de 50 000 soldados ficaria para atrás 🌟 para ajudar no treinamento dos Forças de Segurança Iraquianas, para conduzir operações de contraterrorismo e para oferecer apoio, caso necessário.

A 🌟 retirada completa de todo o pessoal se completaria em dezembro de 2011, segundo o presidente.

[186] O primeiro ministro iraquiano, Nuri 🌟 al‑Maliki, disse em uma conferência de imprensa que o seu governo não tinha preocupações sobre a retirada e que as 🌟 forças armadas do país e a polícia podiam manter a ordem no país sem ajuda externa.[187]

Em 9 de abril, no 🌟 aniversário de seis anos da conquista da capital Bagdá pelas forças da Coalizão, grandes protestos anti-americanos aconteceram por todo o 🌟 país.[188]

Retirada da Coalizão [ editar | editar código-fonte ]

Em 30 de abril de 2009, o Reino Unido encerrou suas operações 🌟 de combate no Iraque.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, afirmou que a participação do seu país no conflito foi uma "história 🌟 de sucesso" e elogiou a atuação de suas tropas.

Os ingleses entregaram o controle de Baçorá para as forças armadas dos 🌟 Estados Unidos, que por casa de aposta estrela bet vez, entregariam a cidade mais tarde para o governo iraquiano.[189]

Em junho os Estados Unidos iniciaram 🌟 a retirada das suas forças do país, com as 38 bases sendo devolvidas ao governo iraquiano.

Em 29 de junho de 🌟 2009, as primeiras unidades militares americanas deixaram a capital Bagdá.

Em 30 de novembro, o Ministério do Interior do Iraque afirmou 🌟 que o número de mortes civis tinha caído para os menores níveis desde novembro de 2003.[190]

Em 28 de julho a 🌟 Austrália retirou suas tropas do Iraque.[191]

Contratos petrolíferos iraquianos [ editar | editar código-fonte ]

Militares da marinha americana e da Guarda 🌟 Costeira no terminal petrolífero de Baçorá, julho de 2009

Entre junho e setembro de 2009, o ministério do petróleo do Iraque, 🌟 assinou diversos contratos com empresas petrolíferas.

O processo de exploração seria em conjunto com o governo, com impostos sendo colhidos por 🌟 barril.

[192] Com a tênue paz retornando ao país, a economia começou a florescer.[193]

2010: Inicio da retirada americana e Operação Novo 🌟 Amanhecer [ editar | editar código-fonte ]

Em 17 de fevereiro de 2010 o secretário de defesa americano, Robert Gates, anunciou 🌟 que em 1 de setembro a "Operação Libertade do Iraque" ("Operation Iraqi Freedom") seria substituída pela "Operação Novo Amanhecer" ("Operation 🌟 New Dawn").[194]

Em 18 de abril forças americanas e iraquianas, em uma operação militar conjunta, mataram Abu Ayyub al-Masri, o líder 🌟 da al-Qaeda no Iraque.

[195] O alvo estava escondido em uma casa em Ticrite e depois de um longo tiroteio, militares 🌟 iraquianos invadiram a casa encontraram duas mulheres ainda com vida e quatro homens mortos, incluindo al-Masri, Abu Abdullah al-Rashid al-Baghdadi, 🌟 um assistente de Masri e o filho de al-Baghdadi.

[196] O então vice presidente americano, Joe Biden, afirmou que a morte 🌟 destas duas cabeças da al-Qaeda no Iraque seria um "golpe devastador" contra a rede terrorista que operava no país e 🌟 que também era prova de que as forças de segurança iraquianas estavam prontas.[197]

Em 20 de junho uma bomba atingiu o 🌟 prédio do Banco Central iraquiano acabou matando 15 pessoas.

Forçou a paralisação do centro da capital do país.

O ataque teria sido 🌟 orquestrado pelo grupo Estado Islâmico do Iraque.

Outro atentado a bomba aconteceu em frente ao prédio do Banco do Comércio e 🌟 terminou com a morte de 26 pessoas e deixou outras 52 feridas.[198]

Ao fim de agosto de 2010 insurgentes iraquianos realizaram 🌟 um grande ataque com doze carros-bombas explodidos simultaneamente em Mossul e Baçorá, matando mais de 50 pessoas.

Esse ataque coincidiu com 🌟 o recuo de tropas americanos do Iraque.[199]

Oficiais militares iraquianos em treinamento com soldados da 82ª Divisão Aerotransportada americana, em dezembro 🌟 de 2010

Os Estados Unidos estavam, ao fim de 2010, começando a desmantelar casa de aposta estrela bet presença militar permanente no Iraque, removendo todas 🌟 as tropas da região.

Em 19 de agosto as primeiras brigadas de combate começaram a partir.

Os comboios de equipamentos e homens 🌟 iam primeiro para o Kuwait antes de voltar para o continente americano.

Enquanto boa parte das forças de combate americanas deixavam 🌟 o país, uma tropa de 50 000 militares permaneceram por um tempo para dar apoio as forças armadas iraquianas.

[200][201] O 🌟 objetivo desse pequeno grupo deixado para atrás era para auxiliar no treinamento dos iraquianos e também para, acima de tudo, 🌟 ajudar em operações de contraterrorismo, mas sem participar dos combates diretamente.

Um relatório divulgado pela Associated Press afirmou que "os combates 🌟 no Iraque ainda não haviam terminado".

[202] Um porta-voz do Departamento de Estado americano, P.J.

Crowley disse que "...

não estamos terminando o 🌟 trabalho no Iraque.

Nós temos um compromisso naquele país.".

[203] Em 31 de agosto, Obama anunciou formalmente o fim da "operação Iraque 🌟 Livre".

No pronunciamento, ele afirmou que esta guerra teria um profundo legado na economia do país e na história.

[204] No mesmo 🌟 dia, no Iraque, uma cerimônia aconteceu em uma antiga residência de Saddam Hussein, o palácio Al Faw, em Bagdá, onde 🌟 dignitários americanos também falaram sobre o fim do conflito.

O vice presidente Joe Biden afirmou que estava preocupado com a falta 🌟 de progresso no desenvolvimento do governo iraquiano, afirmando que o povo do país esperava que "o governo refletisse o resultado 🌟 das urnas".

O general Ray Odierno, comandante da coalizão, afirmou que uma "nova era" começou no país.[205]

Soldados americanos e iraquianos em 🌟 Baçorá, em 2010

Em 8 de setembro, o exército americano afirmou a chegada ao Iraque da primeira unidade específica para auxilio 🌟 do treinamento dos Iraquianos, a 3ª Brigada de Cavalaria.

Essas tropas exerceriam suas funções nas províncias do sul do Iraque.[206]

Durante a 🌟 retirada, atos de violência voltaram a emergir.

Em novembro de 2010, cerca de 58 pessoas foram mortas e outras 40 ficaram 🌟 feridos em um atentado contra uma igreja católica em Sayidat al‑Nejat, Bagdá.

A al-Qaeda assumiu a autoria do atentado.

[207] Ataques contra 🌟 xiitas também recomeçaram.

Um deles, em Bagdá, em 2 de novembro, matando aproximadamente 113 pessoas e deixando outras 250 feridas.[208]

Forças de 🌟 segurança do Iraque assumem o controle [ editar | editar código-fonte ]

O Ministério da Defesa iraquiano começou em 2010 a 🌟 reformar suas forças armadas em um ritmo mais acelerado e para alcançar tal objetivo, passou a importar enormes quantidades de 🌟 armamentos dos Estados Unidos.

Somente neste ano, foram mais de US$ 13 bilhões de dólares em transações entre os dois países.

Parte 🌟 do plano incluía a compra de 140 tanques M1 Abrams.

O treinamento das tripulações destes veículos fora feito pelos americanos.

Além dessas 🌟 compras bilionárias, o governo iraquiano também encomendou uma remeça inicial de 18 caças F‑16 como parte de um programa de 🌟 US$ 4,2 bilhões para modernização da frota aérea, com a aquisição também de aeronaves de treinamento e peças de manutenção, 🌟 além de mísseis AIM-9 Sidewinder, bombas guiadas por laser e equipamento de reconhecimento.

[209] Os pilotos dos aviões seriam treinados pelos 🌟 americanos.[210]

A marinha do Iraque também comprou vários pequenos navios de patrulha americanos.

As vendas de pequenos navios ao governo iraquiano somou 🌟 mais de US$ 20 milhões de dólares.

O principal objetivo dessas embarcações seria patrulhar os rios e ajudar a proteger as 🌟 rotas de escoamento de petróleo em Baçorá e Khor al-Amiya.

Mais dois navios, avaliados em US$ 70 milhões cada, foram entregues 🌟 em 2011.[209]

O departamento de defesa americano também informou sobre uma proposta de novas vendas de armas, avaliadas em US$ 100 🌟 milhões de dólares.

A empresa General Dynamics encabeçaria as vendas, com um acordo de US$ 36 milhões para fornecer ao Iraque 🌟 munição para os tanques Abrams MA1.

A Raytheon também acertou um contrato de US$ 68 milhões para venda de sistemas de 🌟 comando, controle, comunicação, computadores e equipamentos de inteligência.[211]

ONU remove restrições contra o Iraque [ editar | editar código-fonte ]

Em uma 🌟 ação para legitimar o novo governo iraquiano, as Nações Unidas oficialmente retiraram, em dezembro de 2013, as sanções aplicadas ao 🌟 país desde a era de Saddam Hussein.

Entre os benefícios desta manobra estava a possibilidade do Iraque começar legalmente um programa 🌟 nuclear civil, permissão para assinar acordos internacionais de armas químicas e nucleares, além de restabelecer o controle total de toda 🌟 a renda proveniente da exploração dos recursos naturais do país também oficialmente encerrou o programa petróleo por comida.[212]

2011: As forças 🌟 americanas se retiram [ editar | editar código-fonte ]

Soldados americanos e cuaitianos fechando um portão de fronteira entre o Kuwait 🌟 e o Iraque, em 18 de dezembro de 2011

Em 2011, Muqtada al-Sadr (outra importante líder da insurgência, mas que estava 🌟 no exílio desde 2007) retornou ao Iraque se estabeleceu na cidade sagrada de Najaf para liderar o movimento sadrista.[213]

Entre janeiro 🌟 e julho de 2011 vários soldados americanos foram mortos em atentados.

Alguns líderes da oposição nos Estados Unidos pediram para que 🌟 o presidente Barack Obama atrasasse o plano de retirada das tropas do Iraque, porém ele negou.

A evacuação das forças americanas 🌟 da região tinha sido uma das suas bandeiras durante a campanha a presidência.[214]

Em setembro o governo iraquiano formalizou a compra 🌟 de 18 caças F-16 americanos.

Com a renda do petróleo aumentando, Bagdá começou a comprar cada vez mais armamentos dos Estados 🌟 Unidos, enquanto a tensão sectária no país voltava a tona.

Muitos insurgentes islâmicos aproveitavam a retirada dos americanos para tentar iniciar 🌟 um novo levante contra o governo central.

[215] Obama confirmou que todos os soldados e o pessoal de auxílio e apoio 🌟 sairia do país na data determinada.

Em 14 de novembro de 2011, a última morte de um soldado americano no Iraque 🌟 foi confirmada, quando o seu veículo foi atingido por uma bomba numa rua de Bagdá.[216]

Em novembro de 2011 o Senado 🌟 dos Estados Unidos votou uma resolução para formalmente encerrar a guerra.[217]

Em 18 de dezembro as últimas tropas americanas deixaram o 🌟 Iraque depois de oito anos de conflito.[218]

Apesar de ter conseguido eliminar Saddam e destruir seu governo, a invasão, com a 🌟 subsequente ocupação anglo-americana do Iraque, levou a nação a uma onda de violência sectária de enormes proporções.

A organização Crescente Vermelho 🌟 iraquiano afirmou que o número de pessoas desalojadas no Iraque chegou a 2,3 milhões, em 2008; outros 2 milhões haviam 🌟 deixado o país.

Dada a pobreza extrema que se espalhou pelo país, muitas mulheres são obrigadas a se prostituir para sustentar 🌟 suas famílias.

Houve também um aumento do número de assaltos e sequestros.

Após a invasão, uma nova constituição foi escrita, apoiando os 🌟 princípios democráticos, desde que estes não ferissem as tradições islâmicas.

O país tornou-se uma república parlamentarista, após as eleições de 2005.

A 🌟 região do Curdistão permaneceu autônoma, e a estabilidade trouxe certa prosperidade econômica à região.

O Curdistão iraquiano sempre fora uma região 🌟 mais democrática e mais estável, o que atraiu muitos dos refugiados do país.[219]

Um soldado iraquiano em Bagdá.

Em dezembro as Forças 🌟 Armadas do Iraque assumiram toda a responsabilidade pela segurança do país

A insurgência iraquiana ganhou força e voltou a sair da 🌟 clandestinidade após a evacuação das forças americanas.

Novos atentados a bomba e episódios de violência sectária, instigada principalmente por extremistas sunitas, 🌟 atingiram o país.

[carece de fontes] Na primeira metade de 2013, centenas de pessoas foram mortas.

Em 20 de maio, ao menos 🌟 95 pessoas morreram em uma série de atentados a bomba.

Atentados em áreas sunitas e xiitas voltaram a virar rotina.

Muitos temiam 🌟 que se repetisse um situação episódio semelhante à guerra civil de 2006-2008.[220][221]

Em 2014 facções de fundamentalistas, encabeçadas pela al-Qaeda e 🌟 pelo grupo Dawlat al-ʾIslāmiyya, reiniciaram a campanha de violência contra o governo pró-ocidente.

Dezenas de pessoas foram mortas em atentados, e 🌟 os combates recomeçaram.

Os americanos, que se haviam retirado dois anos antes, afirmaram que não interviriam, e o governo iraquiano iniciou 🌟 ofensivas na parte oeste e central do país para combater a nova ameaça dos insurgentes.

[222] Em junho de 2014, no 🌟 norte do país, os insurgentes fizeram vários progressos e chegaram a conquistar grandes cidades, como Mossul e Ticrite, enquanto marchavam 🌟 rumo a Bagdá.

Enquanto o caos se instaurava pelo país, o conflito sectário entre xiitas e sunitas reascendeu com toda a 🌟 intensidade.

Centenas de pessoas morreram e outras milhares fugiram de suas casas, nas batalhas mais sangrentas ocorridas no Iraque desde o 🌟 auge da guerra civil da década anterior.[223]

Em agosto de 2014, o Iraque parecia estar a beira do colapso, verificando-se o 🌟 avanço das forças do Estado Islâmico do Iraque e do Levante nas regiões norte e central do país.

Milhares de pessoas 🌟 fugiram de seus lares e outras centenas foram massacradas.

O presidente Barack Obama ordenou então que fossem realizados ataques aéreos contra 🌟 alvos dos insurgentes, na região noroeste do país.

Estas foram as primeiras ações militares dos Estados Unidos no Iraque em quase 🌟 três anos.

[46][224] Em 2017, após anos de guerra sangrenta, o governo iraquiano declarou vitória sobre os militantes do Estado Islâmico.[225]

Em 🌟 janeiro de 2019, um estudo de 1 300 páginas feito pelo exército dos Estados Unidos sobre a Guerra no Iraque 🌟 concluiu que "no momento da conclusão deste projeto em 2018, um Irã encorajado e expansionista parece ser o único vencedor" 🌟 e que o resultado da guerra desencadeou um "profundo ceticismo sobre intervenções estrangeiras" entre a opinião pública americana.[48]

Colocação de tropas 🌟 da coligação [ editar | editar código-fonte ]

As Nações Unidas também colocaram um pequeno contingente no Iraque para proteger o 🌟 pessoal da ONU e as suas instalações.

United Nations Assistance Mission in Iraq (UNAMI)

Grupos armados iraquianos [ editar | editar código-fonte 🌟 ]

A insurgência iraquiana é a resistência armada de diversos grupos, incluindo milícias privadas, dentro do Iraque que se opõem à 🌟 ocupação norte-americana e ao governo iraquiano apoiado pelos E.U.A..

Os combates têm claramente uma natureza sectária e significativas implicações internacionais.

Estas organizações 🌟 têm sido chamadas "resistência iraquiana" pelos seus apoiantes e por alguns opositores à intervenção norte-americana no Iraque e "forças anti-iraquianas"[226] 🌟 pelas forças da coligação.

No Outono de 2003, estes grupos insurgentes começaram a usar tácticas de guerrilha típicas: emboscadas, atentados bombistas, 🌟 raptos, e o uso de explosivos improvisados.

Outras acções incluíam morteiros e ataques suicidas, explosivos penetrantes, armas de fogo ligeiras, armas 🌟 antiaéreas (SA-7, SA-14, SA-16) e lança-foguetes.

Os insurgentes também levaram a cabo actos de sabotagem contra infraestruturas de circulação e/ou produção 🌟 de petróleo, água e electricidade do Iraque.

Estatísticas das forças multinacionais mostram que os insurgentes têm como alvo principalmente as forças 🌟 da coligação, as forças de segurança iraquianas e infraestruturas, e por fim civis e responsáveis governamentais.

Estas forças irregulares preferem atacar 🌟 veículos não blindados ou os ligeiramente blindados HMMWV, os principais veículos de transporte das forças armadas norte-americanas, principalmente pelo uso 🌟 de engenhos explosivos improvisados perto das estradas.

[227][228] Em Novembro de 2003, algumas dessas forças atacaram com sucesso helicópteros norte-americanos com 🌟 mísseis SA-7 comprados no mercado negro global.

[carece de fontes] Grupos de insurgentes como a Rede al-Abud também tentaram constituir os 🌟 seus próprios programas de armas químicas, tentando transformar em armas morteiros tradicionais com Ricina e Gás Mostarda.

[229] Há evidências de 🌟 que alguns grupos de guerrilha estão organizados, talvez pelos Fedayin e outros grupos leais a Saddam Hussein ou do partido 🌟 Baath, religiosos radicais, iraquianos contrários à ocupação e combatentes estrangeiros.[230]

Além das lutas internas, o Irão pode estar a ter um 🌟 papel na insurgência.

O Brigadeiro General Michael Barbero afirmou que "O Irão é claramente uma força desestabilizadora no Iraque.

.

.

Acho que 🌟 é irrefutável que o Irão é responsável pelo treino, financiamento e equipamento de alguns grupos xiitas extremistas".[231]

Duas das milícias actuais 🌟 mais poderosas são o Exército Mahdi e a Organização Badr, com ambas as milícias a terem substancial apoio político no 🌟 actual governo iraquiano.

Inicialmente ambas as organizações estavam envolvidas na insurgência iraquiana, mais claramente o exército Mahdo na Batalha de Najaf.

No 🌟 entanto, recentemente, houve uma separação entre os dois grupos.

Esta violenta separação entre o Exército Mahdi de Muqtada al-Sadr e a 🌟 rival Organização Badr de Abdul Aziz al-Hakim, foi visto nos combates na cidade de Amarah a 20 de Outubro de 🌟 2006, e iria complicar severamente os esforços dos responsáveis iraquianos e americanos para debelar a violência crescente.[232]

Mais recentemente, no fim 🌟 de 2005 e em 2006, devido ao aumento da violência sectária baseada em distinções étnicas/tribais ou simplesmente devida ao aumento 🌟 da violência criminosa, várias milícias se formaram, com bairros inteiros e cidades por vezes sendo protegidas ou atacadas por milícias 🌟 étnicas ou de bairro.

[carece de fontes] Um desses grupos, conhecido como o "Acordar de Ambar", foi formado em Setembro de 🌟 2006 para lutar contra a Al-Qaeda e outros grupos islamitas radicais na particularmente violenta província de Ambar.

Liderado pelo Xeque Abdul 🌟 Sattar Buzaigh al-Rishawi, que lidera o Conselho Sunita de Salvação de Ambar, o Acordar de Ambar tem mais de 6 🌟 000 tropas e é visto pelos responsáveis norte-americanos como Condoleeza Rice como um potencial aliado das forças de ocupação.[233]

Custos da 🌟 guerra [ editar | editar código-fonte ]

Estimativas de baixas [ editar | editar código-fonte ]

Um fuzileiro norte-americano morto em Abril 🌟 de 2003 é levado após receber os últimos ritos

A administração do presidente Bush foi duramente criticada dentro e fora dos 🌟 Estados Unidos, e muitos especialistas americanos traçaram paralelos entre este conflito e a Guerra do Vietnã, que acontecera nas décadas 🌟 de 60 e 70 e também foi uma guerra tremendamente custosa e impopular.

[234][235] Um grupo chamado Center for Public Integrity 🌟 ("Centro para Integridade Pública") afirmou que o governo Bush fez um total de 935 afirmações falsas sobre o Iraque para 🌟 o povo americano entre 2001 e 2003.[236]

Em Dezembro de 2005 o presidente Bush disse que haveria 30 000 iraquianos mortos.

O 🌟 porta-voz da Casa Branca Scott McClellan disse posteriormente que esta "não era uma estimativa oficial do governo", e que era 🌟 baseada em relatórios dos meios de comunicação social.[237]

Tem havido várias tentativas dos meios de comunicação, dos governos da coligação e 🌟 de outros de estimar as baixas iraquianas:

Em 2013, foi estimado que entre 170 000 e 500 000 iraquianos morreram no 🌟 conflito.

[257] Também foi reportado que 4 804 combatentes da Coalizão internacional foram mortos, incluindo 4 486 americanos, 179 britânicos e 🌟 139 militares de pelo menos vinte e dois outros países.[258]

O custo financeiro do conflito para os países da Coalizão foi 🌟 tremendamente alto.

Estima-se que o Reino Unido gastou pelo menos £ 4,55 bilhões de libras (ou US$ 9 bilhões de dólares).

[259] 🌟 O governo americano reportou ter gasto US$ 845 bilhões no esforço de guerra.[260]

Em março de 2013 um estudo feito pela 🌟 Universidade de Brown afirmou que a guerra custou US$ 1,7 trilhões de dólares.

[261] Muitos críticos afirmam que o custo total 🌟 à economia dos Estados Unidos pode variar de US$ 3 trilhões[262] a até US$ 6 trilhões de dólares até 2053, 🌟 contando com os juros.[263]

Deterioração da situação humanitária [ editar | editar código-fonte ]

Um enfermeiro norte-americano trata de algumas feridas menores 🌟 depois da explosão de dois carros bomba a 18 de Novembro de 2005 perto de uma área residencial de Bagdá

20 🌟 de Março de 2007.

Uma militar leva uma criança iraquiana ferida para o centro médico Charlie em Camp Ramadi

Uma pesquisa a 🌟 mais de iraquianos comissionada pela BBC e outras três organizações noticiosas descobriu que 51% da população considera os ataques à 🌟 coligação aceitáveis, uma subida relativamente aos 17% de 2004 e 35% em 2006.Além disso:

64% descreveram a situação econômica da casa de aposta estrela bet 🌟 família como sendo má, uma subida relativamente aos 30% em 2005;

88% descreveram a disponibilidade de electricidade como sendo má, uma 🌟 subida em relação a 65% em 2004;

69% descreveram a disponibilidade de água potável como sendo má, uma subida relativamente aos 🌟 48% de 2004;

88% descreveram a disponibilidade de combustível para cozinhar e conduzir como sendo má;

58% descreveram os esforços de reconstrução 🌟 na área em que vivem como sendo ineficazes e 9% consideraram-nos totalmente inexistentes.[ 264 ]

Num relatório com o título "Civis 🌟 sem protecção: a crise humanitária sempre pior no Iraque", produzido bastante depois do reforço de tropas norte-americanas em Bagdá a 🌟 14 de Fevereiro, a Cruz Vermelha e o Crescente Vermelho disseram que milhões de iraquianos estão numa situação desastrosa que 🌟 está a piorar, com profissionais médicos a fugirem do país depois de os seus colegas terem sido mortos ou raptados.

As 🌟 mães pedem a alguém que apanhe os corpos das ruas para que as suas crianças sejam poupadas ao horror de 🌟 os ver quando vão para a escola.

O director de operações da Cruz Vermelha Pierre Kraehenbuehl disse que os hospitais e 🌟 outros serviços chave têm uma falta desesperada de pessoal, com mais de metade dos médicos dizendo que já saíram do 🌟 país.[265]

De acordo com um responsável governamental anónimo, 1 944 e pelo menos 174 soldados e polícias foram mortos em Maio 🌟 de 2007, um aumento de 29% de mortes civis relativamente a Abril.

A estimativa do governo iraquiano do número de civis 🌟 mortos tem sido sempre muito mais baixa do que os relatórios de pesquisadores independentes, como a Lancet.

Os ataques de morteiros 🌟 na capital têm se tornado mais mortíferos.[266]

Entre 18 de Junho e 18 de Julho, cerca de 592 corpos não identificados 🌟 foram encontrados em Bagdá.

A maioria dos cerca de 20 por dia encontrados pela polícia foram encontrados amarrados, com os olhos 🌟 vendados e mortos como tendo sido executados.

A polícia atribui essas mortes a brigadas de morte xiitas e sunitas.

De acordo com 🌟 fontes médicas de Bagdá, muitos mostram também sinais de tortura e mutilação.

Apesar de declarações oficiais iraquianas e norte-americanas em contrário, 🌟 os relatórios indicam que o número de corpos não identificados na capital subiu para o nível de antes do reforço 🌟 em Julho.

Relatórios dos meios de comunicação indicam que as forças armadas norte-americanas se focam em áreas onde são atacadas e 🌟 não tanto em zonas onde se realizam esse tipo de mortes sectárias por represália.[267]

Deterioração dos cuidados de saúde [ editar 🌟 | editar código-fonte ]

Os cuidados de saúde no Iraque deterioraram-se para um nível não visto desde os anos 1950, disse 🌟 Joseph Chamie, antigo director da Divisão da População da ONU e um especialista sobre o Iraque.

"Eles estavam na crista da 🌟 onda" disse, referindo-se aos cuidados de saúde de antes da Guerra do Golfo de 1991.

"Agora parecem mais um país da 🌟 África sub-saariana".

[268] As taxas de má nutrição subiram de 19% antes da invasão para uma média nacional de 28% quatro 🌟 anos depois.

[269] Cerca de 60% a 70% das crianças iraquianas sofrem de problemas psicológicos.

[270] 86% dos iraquianos não têm acesso 🌟 a água potável.

Um surto de cólera no norte do Iraque pensa-se ser o resultado da má qualidade da água.

[271] Cerca 🌟 de metade dos médicos iraquianos abandonaram o país desde 2003.[272]

Em 2007, havia mais de 3,9 milhões de refugiados iraquianos, ou 🌟 quase 16% da população.

Dois milhões abandonaram o Iraque enquanto que 1,9 milhões estão deslocados internamente.

[273] O Alto Comissário das Nações 🌟 Unidas para os refugiados estimou a 21 de Junho de 2007 que 2,2 milhões de iraquianos tinham fugido para países 🌟 vizinhos e 2 milhões estavam deslocados internamente, com cerca de 100 000 iraquianos a fugirem para a Síria e a 🌟 Jordânia todos os meses.[274][275]

Estimava-se que 40% da classe média iraquiana fugiu, disseram as Nações Unidas, até 2007 (no auge da 🌟 violência).

A maioria fugiu de perseguições sistemáticas e não desejava regressar.

Todo o tipo de pessoas, desde professores universitários a padeiros foram 🌟 tomados como alvos pelas milícias, insurgentes e criminosos.

Estima-se que 331 professores teriam sido mortos nos primeiros quatro meses de 2006 🌟 de acordo com o Human Rights Watch, e pelo menos 2 000 médicos iraquianos foram assassinados e 250 raptados desde 🌟 a invasão de 2003.

[276] Os refugiados iraquianos na Síria e na Jordânia viviam em comunidades empobrecidas com pouca atenção internacional 🌟 aos seus problemas e reduzida protecção legal.[277][278]

Muitas das mulheres iraquianas fugidas do Iraque recorreram à prostituição.

Somente na Síria estimou-se que 🌟 50 000 mulheres e jovens iraquianas, muitas dela viúvas, são forçadas à prostituição para sobreviver.

Prostitutas iraquianas baratas ajudaram a fazer 🌟 da Síria um destino popular para turistas sexuais .

Os clientes vinham de países mais ricos do Médio Oriente - muitos 🌟 são homens sauditas.[279]

Um artigo de 25 de Maio de 2007 notou que nos últimos sete meses apenas 69 pessoas no 🌟 Iraque receberam estatuto de refugiados nos Estados Unidos.

[280] No ano fiscal de 2006, apenas 102 refugiados iraquianos foram autorizados a 🌟 mudar-se para os Estados Unidos.

[281][282] Como resultado do aumento da pressão internacional, a 1 de Junho de 2007, a administração 🌟 Bush disse estava pronta a admitir 7 000 refugiados que tinham ajudado a coligação desde a invasão.

Em 2006, 1,27 milhões 🌟 de imigrantes conseguiram residência permanente legal no Estados Unidos, incluindo 70 000 refugiados.

[283] De acordo com a Refugees International sedeada 🌟 em Washington, os Estados Unidos admitiram menos 800 refugiados iraquianos desde a invasão; a Suécia aceitou 18 000 e a 🌟 Austrália quase 6 000.

[284] Cerca de 110 000 iraquianos podem ser tomados como alvo como colaboradores devido ao seu trabalho 🌟 com as forças da coligação.[285]

O governo sírio decidiu implementar um regime estrito de vistos para limitar o número de iraquianos 🌟 que entram no país a um ritmo de até 5 000 por dia, cortando a única rota de fuga para 🌟 milhares de refugiados que fogem da guerra civil no Iraque.

Um decreto governamental que entra em efeito a 10 de Setembro 🌟 de 2007 impede os os possuidores de passaportes iraquianos de entrarem na Síria, excepto homens de negócios e académicos.

Até lá, 🌟 a Síria era o único país a resistir às regulações de entrada estritas para iraquianos.[286][287]

Apesar de os cristãos representarem menos 🌟 de 5% da população iraquiana, são 40% dos refugiados que agora vivem em países vizinhos, de acordo com o alto 🌟 Comissário das Nações Unidas para os refugiados.

[288][289] O Alto Comissariado das Nações Unidas para os refugiados estima que que os 🌟 cristãos representam 24% dos iraquianos que actualmente procuram asilo na Síria.

[290][291] No século XVI, metade da população do Iraque eram 🌟 cristãos.

[292] Em 1987, o último censo iraquiano contou 1,4 milhões de cristãos.

[293] Mas uma vez que a invasão de 2003 🌟 radicalizou as sensibilidades islâmicas, o número de cristãos iraquianos caiu para cerca de 500 000, vivendo cerca de metade em 🌟 Bagdá.

[294] Mais de metade dos cristãos iraquianos já deixaram o país.

[295][296] Só entre Outubro de 2003 e Março de 2005, 🌟 36% de todos o iraquianos que fugiram para a Síria eram assírios e outros cristãos, julgando a partir de uma 🌟 amostra dos que se registaram para asilo em termos políticos e religiosos.

[297] Além disso, as pequenas comunidades de Mandeanos e 🌟 Yazidis, estão em risco de extinção devido à limpeza étnica de militantes islâmicos.[298][299]

Abusos dos direitos humanos [ editar | editar 🌟 código-fonte ]

Soldado norte-americana Lynndie England segurando uma trela presa a um prisioneiro iraquiano desmaiado no chão da prisão de Abu 🌟 Ghraib

Durante a guerra do Iraque houve numerosos abusos dos direitos humanos por ambos lados do conflito.

Forças da coligação e contratados 🌟 privados [ editar | editar código-fonte ]

A tortura e abuso de prisioneiros na prisão de Abu Ghraib;

Uso de fósforo branco 🌟 no Iraque;

Os assassinatos de Haditha, de 24 civis em Haditha, incluindo mulheres e crianças (sob investigação);

O incidente de Ishaqi (assassinato 🌟 de 24 civis em Ishaqi, incluindo 5 crianças) (sob investigação);

O incidente de Hamadiya (rapto e assassinato de um iraquiano chamado 🌟 Hasshim Ibrahim Awad) (sob investigação);

O incidente de Mahmudiya (a violação e assassinato de uma menina de quatorze anos e o 🌟 assassinato da casa de aposta estrela bet família, em Mahmudiya) (condenado a prisão perpétua); [ 300 ]

O massacre da boda (bombardeamento e alvejar de 🌟 42 civis em Mukaradib) [ 301 ] (sob investigação)

(sob investigação) Controvérsia sobre se foi usada força desproporcionada durante os assaltos 🌟 da coligação e das forças governamentais (maioritariamente xiitas e curdas) no bastião da insurgência sunita de Faluja, em 2004.

As mortes 🌟 (tanto de combatentes como de civis) foram estimadas às centenas, e grande parte da cidade ficou destruída;

Classificação falsa de iraquianos 🌟 capturados ou mortos como combatentes inimigos ou insurgentes;

" Vários entrevistados disseram, nessa ocasião, que esses assassinatos eram justificados pela classificação 🌟 de inocentes como terroristas, tipicamente em seguimento de disparos das forças norte-americanas sobre multidões de iraquianos desarmados.

As tropas detinham os 🌟 sobreviventes, acusavam-nos de ser insurgentes e colocavam AK-47 junto dos corpos dos mortos para fazer parecer que os civis mortos 🌟 eram combatentes.

"Eram sempre AK-47 porque havia sempre muitas dessas armas por todo o lado", disse o especialista Aoun.

O soldado de 🌟 cavalaria Joe Hatcher, de 26 anos, de S.

Diego, disse que eram ainda usadas pistolas de 9 milímetros e aé pás 🌟 para dar a impressão de que os não combatentes estavam a cavar um buraco para colocar explosivos.

"Todo o bom polícia 🌟 tem mais do que uma arma" disse Hatcher, que serviu com o quarto regimento de cavalaria, primeiro esquadrão, em Ad 🌟 Dawar, a meio caminho entre Ticrite e Samarra, de Fevereiro de 2004 a Março de 2005.

"Se se mata alguém que 🌟 esteja desarmado, só tem de se deixar uma das armas perto dele".

Os que sobreviveram a esses tiroteios foram presos e 🌟 acusados de serem insurgentes.[302] "

Houve ainda relatos de abusos dos direitos humanos por parte dos milhares de militares contratados a 🌟 trabalhar no Iraque.

O caso mais notório foi o da prisão de Abu Ghraib.

Uma mulher pede a um soldado iraquiano da 🌟 2ª Companhia, 5ª Brigada; 2ª Divisão do Exército para autorizar a libertação dum suspeito de ser insurgente durante um raid 🌟 perto de Tafaria, Iraque

Insurgentes e grupos terroristas [ editar | editar código-fonte ]

Assassinato de mais de 12 000 iraquianos desde 🌟 Janeiro de 2005 a Junho de 2006, de acordo com o ministro do interior iraquiano Bayan Jabr, dando a primeira 🌟 contagem oficial das víctimas de ataques bombistas, emboscadas e outros ataques mortíferos.

[ 303 ] Os insurgentes realizaram também numerosos ataques 🌟 suicidas contra a população iraquiana, tendo como alvo maioritariamente a maioritária comunidade xiita.[ 304 ] [ 305 ]

Um relatório de 🌟 Outubro de 2005 da Human Rights Watch examina a extensão do ataques a civis e a casa de aposta estrela bet justificação.[306]

O uso de 🌟 tortura pelas forças de segurança iraquianas.[ 317 ]

Esquadrões de morte xiitas comandados pelo ministério do interior são acusados de numerosos 🌟 massacres contra árabes sunitas [ 318 ] e a infiltração da polícia pelas milícias aumentaram o problema.

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